O mistério da Trindade III
A declaração do Pai e a descida do Espírito na filiação de Jesus 21 Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. E, enquanto ele estava orando, os céus se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. Então veio dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”. Lucas 3 A identidade de Jesus é afirmada na sua relação com o pai. Ele sabe quem é na medida que sabe quem seu Pai é através da confissão de abba pelo poder do Espírito.A identidade de Jesus não foi conquistada, mas dada. E é assim conosco. Se a minha identidade é conquistada preciso ficar o tempo todo provando o que sou. A filiação de Jesus é reafirmada na Transfiguração em Mateus 17:5: 5 Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” Jesus esta identificado com os atos de Deus 1 No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. 2 Ele estava com Deus no princípio.3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito .João 1 A Supremacia de Cristo e a sua imagem do Pai 15 Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16 pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra,as visíveis e as invisíveis,sejam tronos ou soberanias,poderes ou autoridades;todas as coisas foram criadas por ele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Colossenses1 O ES como garantia do que virá - 2 Coríntios 5 1 Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas. 2 Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial, 3 porque, estando vestidos, não seremos encontrados nus. 4 Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida. 5 Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir..2 Cor 5 O Pai é transparente com o Filho e lhe confia todo o julgamento João 5 e Atos 17 Atos 17 20 Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas. 21 Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer. 22 Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, 23 para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. João 59 “Assim, visto que somos descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem. 30 No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. 31 Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem (Cristo)que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.atos 17 Interessante é sentirmos que quando adentramos esse espaço da Trindade na oração que fazemos entramos na presença de Deus e isso tem dde ser feito com reverência como está descrito em Apocalipse 8: 1 Quando ele abriu o sétimo selo, houve silêncio nos céus cerca de meia hora. 2 Vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus; a eles foram dadas sete trombetas. 3 Outro anjo, que trazia um incensário de ouro, aproximou-se e se colocou em pé junto ao altar. A ele foi dado muito incenso para oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro diante do trono. 4 E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Entendo que a oferta agradável a Deus foi exatamente esse diálogo – as orações de todos os santos - que Ele nos permitiu participar. Entendo também que a oração é mais para ouvir que para falar haja visto o silêncio na presença de Deus. Precisamos entender oração muito além do aspecto peticionário pois afinal foi Jesus que disse: 7 E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. 8 Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Mateus 6 A Igreja do Oriente leva isso à sério . Na oração, primeiro Deus fala, depois é que eu falo. Foi assim com Samuel (“fala Senhor que teu servo ouve”), com Isaías (“envia-me a mim”), com Maria (“faça-se segundo a Tua vontade”) e Bartimeu (“que eu torne a ver”). A razão de ser da oração não sou eu, mas Deus. Não oro para “me dar bem”, mas para que Deus seja glorificado. Aprendemos a orar, orando. Mesmo com motivos egoístas devemos continuar orando para aprendermos a orar e entrar nessa dimensão da Trindade. O Espírito Santo criou relacionamentos – Atos 2 A Comunhão dos Cristãos 42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. 43 Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. 46 Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, 47 louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos. Eu demonstro minha vida com o Espírito Santo pela minha forma de interagir com as pessoas e não pela dramaticidade dos dons.. I Joao 4:7: 7 Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Estêvão, cheio do Espírito Santo mantém a mesma relação com Deus, Igreja e seus inimigos. Atos 7 54 Ouvindo isso, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. 55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé, à direita de Deus, 56 e disse: “Vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé, à direita de Deus”. 57 Mas eles taparam os ouvidos e, dando fortes gritos, lançaram-se todos juntos contra ele, 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. 59 Enquanto apedrejavam Estêvão, este orava: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. 60 Então caiu de joelhos e bradou: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado”. E, tendo dito isso, adormeceu. Nos enchemos do Espírito Santo por uma linguagem de amizade pelo povo de Deus. O que cria a comunidade são as nossas conversas (Efésios 5). Nas igrejas “de auditório”, como essas palavras entre os membros diminuem, aumentam o volume e a coreografia do Louvor para tentar dar um “efeito compensatório”. 15 Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, 16 aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. 17 Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. 18 Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, 19 falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, 20 dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.21 Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. Efésios 5 O Pai é o fundamento da missão do Filho 38 Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. JOAO 6 5 Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; 6 de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste. 7 Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus”HEBREUS 10 O futuro da missão do Filho não é a própria glória mas a glória do Pai Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos. Por instituição a igreja é o Corpo de Cristo e por constituição ela é a koinonia do Espírito Santo. Muitas vezes achamos que se temos boa teologia vamos ter crescimento ou, se cantamos bem, louvamos bem. A presença do ES é que vai dizer á igreja quem ela é. Jorge Wilson Outras meditações em: http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.aspOu http://jwilson.blog.uol.com.br/Textos Bíblicos : CD ROM Nova Versão Internacional I Co 15;28O exemplo de vida em comunidade da Trindade nos inspira, como ensina Paulo:
Escrito por jwilson às 15h23
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O mistério da Trindade II
A intimidade de Jesus com o Pai. Paulo ensina que a oração não é uma atividade puramente humana, mas 26 Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Rom 8:26-27 NVI O Filho é quem revela o Pai 25 Naquela ocasião Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.27 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. Mateus 11 7 Os setenta e dois voltaram alegres e disseram: “Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome”.18 Ele respondeu: “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago. 19 Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano. 20 Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus”.21 Naquela hora Jesus, exultando no Espírito Santo, disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.22 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar”. Lucas 10 A oração de Paulo em Efesios 3 – Cristo e o Espírito agindo no crente A Oração de Paulo pelos Santos 14 Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, 15 do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. 16 Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, 17 para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, 18 vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, 19 e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. 20 Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, 21 a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! Efésios 3 O Pai tudo entrega ao Filho Joao 3 34 Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque ele dá o Espírito sem limitações. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. 36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”. Dependência completa de Jesus ao Pai 16 Então os judeus passaram a perseguir Jesus, porque ele estava fazendo essas coisas no sábado. 17 Disse-lhes Jesus: “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”. 18 Por essa razão, os judeus mais ainda queriam matá-lo, pois não somente estava violando o sábado, mas também estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus.19 Jesus lhes deu esta resposta: “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz.20 Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas. 21 Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer.22 Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, 23 para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.(...) 26 Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.27 E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. (...) 30 Por mim mesmo, nada posso fazer; eu julgo apenas conforme ouço, e o meu julgamento é justo, pois não procuro agradar a mim mesmo, mas àquele que me enviou. Joao 5 Jesus , sua missão e o Pai – João 6 38 Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.40 Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. (...) 44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. (...) 56 Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, Jesus glorifica o nome do Pai e Deus aceita 20 Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Páscoa, estavam alguns gregos. 21 Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido: “Senhor, queremos ver Jesus”. ser glorificado o Filho do homem.24 Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. 25 Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. 26 26 Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará.27 “Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. 28 Pai, glorifica o teu nome!” Então veio uma voz dos céus: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente”.29 A multidão que ali estava e a ouviu, disse que tinha trovejado; outros disseram que um anjo lhe tinha falado.30 Jesus disse: “Esta voz veio por causa de vocês, e não por minha causa. João 12 Jesus falava totalmente em submissão ao Pai – João 12 49 Pois não falei por mim mesmo, mas o Pai que me enviou me ordenou o que dizer e o que falar. 50 Sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu digo é exatamente o que o Pai me mandou dizer”.joao 12 Jesus, o Caminho para o Pai 5 Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?” 6 Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. 7 Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto”. 8 Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”. 9 Jesus respondeu: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu lhes digo não são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra. 11 Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; ou pelo menos creiam por causa das mesmas obras. 12 Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. 13 E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. João 14 Jesus Promete o Espírito Santo João 1415 “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. 16 E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, 17 o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. 18 Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. 19 Dentro de pouco tempo o mundo não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. 20 Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. joao 14 A Obra do Espírito Santo - Traz para nós o que é do Filho e que tinha recebido do PAI. 13 Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.15 Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. João 16
Escrito por jwilson às 15h22
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O mistério da Trindade I
TRINDADE A palavra Trindade não aparece na Bíblia. As Escrituras consideram que Jesus é digno de adoração e Jesus não é o mesmo a quem se refere como “Pai” e ele mesmo promete “outro consolador”.Então o desenvolvimento dessa doutrina trinitária é decorrência do que estava implícito nas Escrituras. Os cristãos logo aprenderam que rogavam ao Pai em nome de Jesus e sob a direção do Espírito Santo. Tertuliano (200 d.C.)foi quem pela primeira vez usou a palavra Trindade, afirmando que Deus é uma substância em três pessoas. Houve heresias em relação a essa compreensão da Trindade porque alguns não aceitavam que Jesus , mesmo sendo divino, tivesse a mesma posição que Deus e com o Espírito Santo a resistência à sua divindade foi grande. Ário, presbítero de Alexandria achava que Jesus não poderia ser um com o Pai pois não seria eterno, teria sido criado após . A reação a essas heresias nos trouxe documentos da Igreja que foram afirmando cada vez mais essa doutrina .Nesse caso de Ário o Concílio de Niceia em 325 d.C. respondeu com o Credo que que estabelecia que o Filho é “Deus verdadeiro, engendrado, não feito; da mesma substância (hommoousion) que o Pai”. Posteriormente houve debates quanto à divindade do Espírito Santo. Os Pais da Capadócia (Macedônia em 360d.C.) Basilio de Cesareia, Gregorio de Nisra e Gregorio de Nazianza vieram ajudar a Igreja no Concílio de Niceia com a elaboração de um documento – o Credo Niceno (381 d.C.) em que declarava que Jesus era da mesma substancia com o Pai (homoousios)e além disso que o Espírito Santo procede igualmente do Pai e do Filho. Alguns anos depois o Concilio de Calcedonia (451 d.C.) estabeleceu a doutrina das duas naturezas de Cristo- perfeitamente humano e perfeitamente divino. Credo Niceno A importância de nos debruçarmos sobre o mistério da Trindade Em nossa oração adoramos ao Pai em nome de Jesus e no poder do Espírito. Na Oração Sacerdotal em João 17:20-21 vemos Jesus suplicar para que os salvos participem da mesma amizade que a Trindade: 20 “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles,21 para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Normalmente esse versículo é só usado para fins ecumênicos o que prejudica sua compreensão no estudo da Trindade e seu relacionamento conosco. A oração é a forma como entramos para participar da comunhão trinitária. A Trindade existe para a criação de uma Linguagem. Perichoresis No desenvolvimento da Igreja, Cristo institui e o Espírito constitui. Comunhão na igreja não é só as pessoas se reunirem para eventos mas para ter um modo de relacionamento com fundamento na Trindade em que há mútua ajuda para todos se transformarem à imagem de Jesus. No Corpo de Cristo somos membros uns dos outros e lá,no uso de meus dons, é onde eu percebo minha identidade. É muito importante essa apreciação equilibrada das duas naturezas, divina e humana, de Cristo. Para parte do catolicismo Cristo parece uma figura nebulosa situado entre Deus e os santos e abaixo de Maria. Então seu significado humano, adulto encarnado, fica distante e perde influência para a vida optando-se pela veneração ao santos e Maria. No protestantismo a ênfase da divindade de Jesus traz um certo abandono ou despreocupação da sua humanidade encarnada e aí, na busca de exemplos humanos, o protestante ao invés de venerar Maria e os santos vai venerar pregadores, superpastores da mídia, por exemplo. Basílio de Cesaréia ensina que toda a ação de Deus na criação, redenção e santificação acontece “por meio do filho' e “no Espírito”. Assim como toda a Trindade estava envolvida na criação (Gen 1:1-3) toda ela está envolvida na redenção. foi o termo inventado para explicar como as pessoas da Trindade se relacionavam entre si. Esse termo resgata a individualidade das pessoas assim como insiste em que cada pessoa compartilha da vida das outras duas Na ação de cada pessoa da Trindade as outras também estão presentes. Trindade é comunhão e isso traz repercussão para o ser humano pois as correntes modernas de pensamento não cristão falam da individualidade do ser enquanto os cristãos falam de uma comunhão com a Trindade e entre si mesmos. Deus nos criou para participar dessa amizade da Trindade. É nessa amizade que descobrimos que Igreja não é uma instituição mas um jeito de ser, de existir e coexistir.
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, tanto das cousas visíveis como das invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, por quem todas as cousas foram feitas; o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria e foi feito homem; foi também crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai e virá novamente em glória a julgar os vivos e os mortos, cujo Reino não terá fim.
E no Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, o qual procede do Pai e do Filho, que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; que falou pelos profetas.
E numa única santa Igreja Cristã e Apostólica. Confesso um só Batismo para remissão dos pecados, e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro.
Amém.
Escrito por jwilson às 15h20
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Solitude, comunidade e ministério
Em Lucas 6:12 a 23 lemos: A Escolha dos Doze Apóstolos 12 Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos:14 Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu;15 Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado zelote; 16 Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. 17 Jesus desceu com eles e parou num lugar plano. Estavam ali muitos dos seus discípulos e uma imensa multidão procedente de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18 que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, 19 e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos.20 Olhando para os seus discípulos, ele disse: “Bem-aventurados vocês, os pobres, pois a vocês pertence o Reino de Deus. 21 Bem-aventurados vocês, que agora têm fome, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados vocês, que agora choram, pois haverão de rir. 22 Bem-aventurados serão vocês,quando os odiarem,expulsarem e insultarem, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau, por causa do Filho do homem. 23 “Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande é a sua recompensa nos céus. Pois assim os antepassados deles trataram os profetas. Jesus apresenta três disciplinas em sequência: solitude ( isolamento intencional com objetivo de reflexão, meditação - no caso do cristão seria estar a sós com Deus e a Sua Palavra expressa na Bíblia), comunidade e ministério. Oração Primeiramente passa a noite orando para escolher qual seria a comunidade mais próxima - seus discípulos para trabalhar. Depois forma e desenvolve esse grupo preparando-os para o serviço -ministério oração não e disciplina fácil pois Jesus passou uma noite inteira em oração. Na oração lembro-me do Filho Prodigo que procurou o Pai, atraído pelo amor do mesmo e retornou para receber o abraço e o beijo . Jesus mesmo falou que: " Aquele que me amar guardará minha palavra e meu Pai o amara, e iremos ate ele e faremos dele a nossa casa" João 14:23. Entendo então que sou a casa de Deus e Ele mora no mais profundo do meu ser. Comunidade Ela ocorre quando a minha solitude encontra a solitude de meu irmão e assim a comunidade se forma. É constituída ao mesmo tempo de pessoas vulneráveis e amadas por Deus. Se você me perguntar como é a vida nessa comunidade, posso te dizer que viver em comunidade é outra disciplina que exige esforco. Eventualmente os relacionamentos não são amorosos . Às vezes meu irmão pode achar que eu, por não estar correspondendo à suas expectativas, é que sou o "elemento traidor dessa fraternidade". Por isso é importante que a solitude preceda a comunidade pois então só vamos encontrar o irmão após nos sentirmos incondicionalmente amados por Deus. Se não agirmos assim vamos esperar ou exigir que nossos irmãos nos deem o que só o Pai pode dar e aí podemos destruir o grupo por causa de nossas carências. O objetivo da vida em comunidade e aprender juntos sobre a vida do Espirito em nós e entre nós dando a ele a liberdade para que ele realize esse passeio em nossas vidas. Ministério Henri Nouwen refere ter vivenciado um abraco amoroso de Deus no convívio e pastoreio de pessoas deficientes tanto física como mentalmente na comunidade A ARCA, dirigida por Jean Vanier. Foi nesse trabalho junto aos "pobres de espirito a quem foi dado o Reino dos Céus" que sentiu que lá era o seu lugar de trabalho e de lutas; onde via sua luz e a sua sombra e no ministério descobriu sua real identidade. Para uma vida no Ministério precismos de perdão e celebração. Perdão porque todos temos feridas e somos imperfeitos e nem sempre meu irmão pode dar o que preciso e quando faco disso motivo de discórdia é que posso estar idolatrando a mim mesmo como me ensina Mateus: 21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete. Mateus 18.22 Celebração Preciso receber e me alegrar com o dom dos irmãos como um reflexo de Deus. Alguem já disse que o dom é um pedacinho do amor do Pai que nos empresta para cuidarmos uns dos outros. Meus dons dados por Deus servem à comunidade e retornam para mim de modo que eu e todos nos alegramos com isso. Jesus fez os discípulos olharem o ministério que vinha pela frente conscientizando-os de suas pobrezas, fomes e rejeições. E avisa-os para regozijarem-se com isso, celebrarem, pois essas pobrezas, fomes e rejeições não darão a última palavra. Deus é que dá essa última palavra. Boa meditação! Escreva abaixo sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Escrito por jwilson às 16h01
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Solitude, comunidade e ministério
Em Lucas 6:12 a 23 lemos: A Escolha dos Doze Apóstolos 12 Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos:14 Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu;15 Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado zelote; 16 Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. 17 Jesus desceu com eles e parou num lugar plano. Estavam ali muitos dos seus discípulos e uma imensa multidão procedente de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18 que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, 19 e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos.20 Olhando para os seus discípulos, ele disse: “Bem-aventurados vocês, os pobres, pois a vocês pertence o Reino de Deus. 21 Bem-aventurados vocês, que agora têm fome, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados vocês, que agora choram, pois haverão de rir. 22 Bem-aventurados serão vocês,quando os odiarem,expulsarem e insultarem, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau, por causa do Filho do homem. 23 “Regozijem-se nesse dia e saltem de alegria, porque grande é a sua recompensa nos céus. Pois assim os antepassados deles trataram os profetas. Jesus apresenta três disciplinas em sequência: solitude ( isolamento intencional com objetivo de reflexão, meditação - no caso do cristão seria estar a sós com Deus e a Sua Palavra expressa na Bíblia), comunidade e ministério. Oração Primeiramente passa a noite orando para escolher qual seria a comunidade mais próxima - seus discípulos para trabalhar. Depois forma e desenvolve esse grupo preparando-os para o serviço -ministério oração não e disciplina fácil pois Jesus passou uma noite inteira em oração. Na oração lembro-me do Filho Prodigo que procurou o Pai, atraído pelo amor do mesmo e retornou para receber o abraço e o beijo . Jesus mesmo falou que: " Aquele que me amar guardará minha palavra e meu Pai o amara, e iremos ate ele e faremos dele a nossa casa" João 14:23. Entendo então que sou a casa de Deus e Ele mora no mais profundo do meu ser. Comunidade Ela ocorre quando a minha solitude encontra a solitude de meu irmão e assim a comunidade se forma. É constituída ao mesmo tempo de pessoas vulneráveis e amadas por Deus. Se você me perguntar como é a vida nessa comunidade, posso te dizer que viver em comunidade é outra disciplina que exige esforco. Eventualmente os relacionamentos não são amorosos . Às vezes meu irmão pode achar que eu, por não estar correspondendo à suas expectativas, é que sou o "elemento traidor dessa fraternidade". Por isso é importante que a solitude preceda a comunidade pois então só vamos encontrar o irmão após nos sentirmos incondicionalmente amados por Deus. Se não agirmos assim vamos esperar ou exigir que nossos irmãos nos deem o que só o Pai pode dar e aí podemos destruir o grupo por causa de nossas carências. O objetivo da vida em comunidade e aprender juntos sobre a vida do Espirito em nós e entre nós dando a ele a liberdade para que ele realize esse passeio em nossas vidas. Ministério Henri Nouwen refere ter vivenciado um abraco amoroso de Deus no convívio e pastoreio de pessoas deficientes tanto física como mentalmente na comunidade A ARCA, dirigida por Jean Vanier. Foi nesse trabalho junto aos "pobres de espirito a quem foi dado o Reino dos Céus" que sentiu que lá era o seu lugar de trabalho e de lutas; onde via sua luz e a sua sombra e no ministério descobriu sua real identidade. Para uma vida no Ministério precismos de perdão e celebração. Perdão porque todos temos feridas e somos imperfeitos e nem sempre meu irmão pode dar o que preciso e quando faco disso motivo de discórdia é que posso estar idolatrando a mim mesmo como me ensina Mateus: 21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete. Mateus 18.22 Celebração Preciso receber e me alegrar com o dom dos irmãos como um reflexo de Deus. Alguem já disse que o dom é um pedacinho do amor do Pai que nos empresta para cuidarmos uns dos outros. Meus dons dados por Deus servem à comunidade e retornam para mim de modo que eu e todos nos alegramos com isso. Jesus fez os discípulos olharem o ministério que vinha pela frente conscientizando-os de suas pobrezas, fomes e rejeições. E avisa-os para regozijarem-se com isso, celebrarem, pois essas pobrezas, fomes e rejeições não darão a última palavra. Deus é que dá essa última palavra. Boa meditação! Escreva abaixo sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Escrito por jwilson às 16h01
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Os mordomos e o pastor
22 Dirigindo-se aos seus discípulos, Jesus acrescentou: “Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. 23 A vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas. 24 Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves(...)28 Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! 29 Não busquem ansiosamente o que comer ou beber; não se preocupem com isso. (...) 31 Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas. 32 “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino. 33 Vendam o que têm e dêem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. 34 Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração. Lucas 12 Depois de tratar do pecado da avareza e do egoismo nos versículos anteriores (1-21) falando à multidão, Jesus fala duas coisas agora somente aos seus discípulos : primeiro da fidelidade de Deus àqueles que “buscam o reino” , a não ficarem preocupados desnecessariamente com os cuidados da vida e com isso perder tudo de bom que essa vida pode proporcionar na companhia do Pai e ainda ter a chance de trazer outras pessoas para esse Reino. Nos versículos seguintes ele reforça esse ensino da temporalidade dos bens e adverte os discípulos para que estejam prontos para uma crise, provavelmente em relação aos eventos relacionados à crucificação. Alguns referem-se a esse texto como Jesus falando de sua Segunda Vinda. Jesus fala de um senhor que quando retorna de um afastamento, encontra seus servos em prontidão. A volta do senhor sempre é inesperada – pode ser de noite ou de madrugada. Ele fica tão contente ao encontrar seus servos à postos que ele mesmo passa a servi-los invertendo o papel normalmente esperado. Jesus fala então da responsabilidade dos servos. Prontidão para o Serviço 35 “Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias, 36 como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente. 37 Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los. 38 Mesmo que ele chegue de noite ou de madrugada, felizes os servos que o senhor encontrar preparados.39 Entendam, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não permitiria que a sua casa fosse arrombada. 40 Estejam também vocês preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que não o esperam”. Lucas 12 A pergunta de Pedro: 41 Pedro perguntou: “Senhor, estás contando esta parábola para nós ou para todos?” Jesus faz Pedro pensar com outra pergunta: 42 O Senhor respondeu: “Quem é, pois, o administrador fiel e sensato, a quem seu senhor encarrega dos seus servos, para lhes dar sua porção de alimento no tempo devido?43 Feliz o servo a quem o seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar. 44 Garanto-lhes que ele o encarregará de todos os seus bens. Um mordomo competente cuidava de fazenda como um todo , incluindo a devida alimentação de seus subalternos. Devia elaborar programas de manutenção da casa, de como cuidar da plantação, dos animais,etc. Normalmente os mordomos gozavam de autonomia e da inteira confiança de seu senhor. Mas poderia acontecer eventualmente que algum mordomo relaxasse nas suas funções. Já que o senhor demorava... 45 Mas suponham que esse servo diga a si mesmo: ‘Meu senhor se demora a voltar’, e então comece a bater nos servos e nas servas, a comer, a beber e a embriagar-se. 46 O senhor daquele servo virá num dia em que ele não o espera e numa hora que não sabe, e o punirá severamente e lhe dará um lugar com os infiéis. Talvez o mordomo não tivesse para quem mostrar o seu trabalho e ficasse desmotivado, ou não. O que não se admitiria era que ele fosse bater nos servos e nas servas, a comer, a beber e a embriagar-se. Esse mordomo da parábola ficaria classificado como “infiel”. O que pegou mal foi o tratamento em relação às outras pessoas da casa e até a si mesmo. Já naquela época estava clara a certeza do castigo para quem não é responsável como mordomo como Deus se referiu a Israel e lemos em Amós 3:1-2. 1 Ouçam esta palavra que o SENHOR falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito:2 “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades”. A responsabilidade recai maior sobre aqueles que muito receberam. 47 “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza, receberá muitos açoites. Jesus conclui com a certeza do castigo para aqueles que deixam de cumprir o seu dever. Os homens não são julgados apenas por fazer o mal mas também por deixar de fazer o bem – Tiago 4:17: Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado. E Jesus conclui: 48 Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido. Mesmo nesse caso último do mordomo mal informado, mesmo os açoites sendo poucos, não devemos subestimar a vontade do Pai. Não existe ignorância moral absoluta, todos os mordomos tem responsabilidade. Enquanto leio esse texto dos mordomos percebo que tem muito a ver com ministério com pessoas. Traço um paralelo dele com a Parábola da Ovelha Perdida: 3 Então Jesus lhes contou esta parábola: 4 “Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? 5 E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros 6 e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. 7 Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se. Lucas 15 O pastor (assim como com os mordomos) possuía a um programa de trabalho que consistia de cuidar de cem ovelhas em atenção integral, mas não hesitou em parar seu programa para cuidar da ovelha desgarrada – a estória nos ensina que pessoas são mais importantes que programas e que é isso que Jesus também está ensinando na parábola dos mordomos acima descrita. Todos somos mordomos daquilo que Deus nos confiou. Devemos buscar qual é a vontade do Pai – buscar o Reino - e cumpri-la. O Reino de Deus é o das pessoas. Escreva sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 08h57
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- Misericórdia, Pai! O resto? O Senhor decide
A Parábola do Fariseu e do Publicano Cenário Jesus se dirige aos fariseus presentes para advertí-los ao contar esta parábola.. 9 A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. 11 O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano.12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’.13 “Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.14 “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.Lucas 18 O fariseu da estória não se achava pecador nem necessitado da graça perdoadora de Deus. Só não chegou a parabenizar Deus “por ter um servo tão excelente” mas passou perto. Quando começou sua oração, primeiro falou daquilo que costumava se abster e depois começou a se gabar de suas práticas piedosas as quais iam inclusive além das exigências da Lei em Deuteronômio 14 :22 . A parábola nos previne e ensina o espirito com que as pessoas devem orar. No Templo eram proferidas tanto orações publicas como particulares, o que parece ser o caso aqui. Se observarmos a linguagem corporal narrada percebemos que o fariseu , que tinha status religioso , orou em pé mas o publicano “ficou à distância” pois era visto como um traidor do seu povo por coletar impostos para Roma . Na apreciação de Jesus esse grupo de fariseus religiosos se perdia em sua religiosidade de resultados pois queriam honra e dinheiro, leiam: Lucas 11: 42 “Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas.43 “Ai de vocês, fariseus, porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público! Lucas 16: 13 “Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”. 14 Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus. 15 Ele lhes disse: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece o coração de vocês. Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus. Já com o publicano fica nítida a grande convicção do pecado que o publicano carregava consigo. Sua linguagem corporal era outra: batia em seu próprio peito como sinal de tristeza. Sua oração é simples e profunda. “Tem misericórdia”o verbo é hilastheti - “seja removida a tua ira” (ira de Deus) .Enquanto o publicano pede perdão, reconhece o que não o merece - um exemplo para nós. Será que oramos assim? O publicano nada pleiteia, nada pede a não ser a misericórdia do Pai e aceita tudo o que esse Pai entender de colocar em sua vida . Pausa para meditar: será que eu oro assim ou minha oração consiste de um sem número de petições ao Pai sem cogitar do que eu realmente mereceria pelo meu pecado? Paulo é específico em Romanos 3: 21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, Foi a oração desse publicano que foi aceita para justificação – foi declarado justo e inocentado. Enquanto isso vemos que a oração de auto-exaltação do fariseu funcionou no caminho inverso - o da humilhação. Precisamos pensar e repensar nossa oração. Com que espirito eu oro? Será que no secreto da minha alma eu acho que Deus deve para mim? Será que eu gostaria de ter crédito de boas obras com Ele para garantir a qualidade da Sua resposta à minha oração? Ore agora a oração do publicano repetindo-a muitas vezes como ele mesmo deve ter feito. Se sentir vontade bata no peito em sinal de contrição convicto de apenas duas coisas: que você é pecador e necessita da misericórdia do Pai. Compartilhe depois com a sua comunidade. Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 14h35
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A Parábola da Viúva Persistente 1 Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. 2 Ele disse: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. 3 E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’.4 “Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, 5 esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha mais me importunar’ ”.6 E o Senhor continuou: “Ouçam o que diz o juiz injusto. 7 Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar?8 Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Cenário Jesus estava falando aos seus discípulos sobre a vinda do Reino de Deus e a Segunda Vinda e está estimulando seus discípulos a manterem uma vida de perseverança na oração entre o Reino - que já chegou e a Segunda Vinda - futura :20 Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem de modo visível, 21 nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês”. Lucas 17 Jesus sabe que no período do aguardo da resposta à nossa oração podemos ficar desanimados ,mas ensina que seus discípulos devem assim mesmo continuar orando sem esmorecer sendo recompensados na oração com intimidade do Pai durante o tempo da espera. No Antigo Testamento – “viúvas” e “órfãos” tipificam os que são inocentes, leiam os exemplos: Em Isaías:16 Lavem-se! Limpem-se!Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, 17 aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva. Isaías 1 No Êxodo:22 “Não prejudiquem as viúvas nem os órfãos; 23 porque se o fizerem, e eles clamarem a mim, eu certamente atenderei ao seu clamor. Êxodo 22 A verdade é que parece que esta mulher tinha direitos legais que estavam sendo violados. Pelos versículos acima pressupomos inclusive que viúvas e órfãos deveriam ter primazia nos julgamentos de seus direitos nas cortes de julgamentos. Talvez uma dívida , herança ou promessa tenham sido negadas a ela.Mas haviam juízes e juízes. A preocupação com aqueles que julgam já era antiga. Vejam o exemplo de Josafá ao nomear juízes: 4 Josafá morava em Jerusalém; e percorreu de novo a nação, desde Berseba até os montes de Efraim, fazendo-o voltar para o SENHOR, o Deus dos seus antepassados. 5 Ele nomeou juízes em cada uma das cidades fortificadas de Judá, 6 dizendo-lhes: “Considerem atentamente aquilo que fazem, pois vocês não estão julgando para o homem, mas para o SENHOR, que estará com vocês sempre que derem um veredicto. 7 Agora, que o temor do SENHOR esteja sobre vocês. Julguem com cuidado, pois o SENHOR, o nosso Deus, não tolera nem injustiça nem parcialidade nem suborno”. 2 Cronicas 19 Amós em seu tempo de profeta ficou irritado por duas vezes com a corrupção dos juizes: Primeira: 6 Assim diz o SENHOR:“Por três transgressões de Israel,e ainda mais por quatro,não anularei o castigo. Vendem por prata o justo,e por um par de sandálias o pobre.7 Pisam a cabeça dos necessitados como pisam o pó da terra, e negam justiça ao oprimido. Pai e filho possuem a mesma mulher e assim profanam o meu santo nome. Amos 2 Segunda: 7 Vocês estão transformando o direito em amargura e atirando a justiça ao chão,8 (aquele que fez as Plêiades e o Órion, que faz da escuridão, alvorada e do dia, noite escura, que chama as águas do mar e as espalha sobre a face da terra; SENHOR é o seu nome.9 Ele traz repentina destruição sobre a fortaleza, e a destruição vem sobre a cidade fortificada), 10 vocês odeiam aquele que defende a justiça no tribunal e detestam aquele que fala a verdade. 11 Vocês oprimem o pobre e o forçam a dar-lhes o trigo. Por isso, embora vocês tenham construído mansões de pedra, nelas não morarão; embora tenham plantado vinhas verdejantes, não beberão do seu vinho. Amos 5 Então percebemos que há um tribunal divino para os juízes. No caso da parábola se a viúva deve estar em seu direito real ou o juiz está retardando à espera de um suborno dela ou os adversários dela já subornaram o juiz. Acresça-se a isso o fato de que normalmente as mulheres não iam aos tribunais e se essa mulher foi é porque não havia nenhum homem da família que pudesse ou quisesse ir por ela para pressionar o juiz. Por aí vemos seu total desamparo. Bailey em Parábolas de Lucas (Ed. Vida Nova pag.316) faz um comentário interessante: Na sociedade tradicional do Oriente médio as mulheres são geralmente impotentes em nosso mundo de homens. Mas ao mesmo tempo, elas são respeitadas e honradas. Os homens podem ser maltratados em público, mas nunca as mulheres. Isto explica o fato do juiz não tê-la tratado mal mesmo que ela tivesse lhe falado alguns impropérios. Explica inclusive o soliloquio dele: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, 5 esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha mais me importunar’. Conclusão: A parábola nos fala de perseverança e especialmente de esperança na oração. Essa mulher fez bom uso daquilo que tinha e é exemplo para nós que muitas vezes nos entregamos ao desânimo. Afinal, se as necessidades dessa mulher foram satisfeitas, quanto mais as nossas que oramos a um juiz não corrupto, mas um Pai terno e amoroso. Temos duas palavras finais de Jesus. Uma de esperança: 7 Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Outra de advertência: Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Jesus está prevendo que nos últimos dias a fé que estimula à oração não será uma característica marcante da Igreja. Precisamos nos exortar uns aos outros à oração nesse tempo de espera pois há uma recompensa nela: 6 Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. Escreva aqui sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 16h49
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Onde você está?
11 Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12 O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.13 “Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente.14 Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. 16 Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.17 “Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! 18 Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. 20 A seguir, levantou-se e foi para seu pai.“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.21 “O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.22 “Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. 23 Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. 24 Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso. 5 “Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança.26 Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.27 Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.28 “O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. 30 Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’31 “Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. 32 Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ”.Lucas 15 Assim como Lucas 15:4-11 esta é uma parábola dupla – cada metade tem estrutura semelhante porém distinta. A parábola refere-se a Deus, um pecador que se arrepende e um outro que se julga justo.É bom lembrar o contexto em que esse evento da parábola se dava, qual era a platéia e que Jesus queria advertir fariseus e mestres da Lei: 1 Todos os publicanos e “pecadores” estavam se reunindo para ouvi-lo. 2 Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: “Este homem recebe pecadores e come com eles”.Lucas 15 Pedir a herança para um pai vivo tem o mesmo significado que desejar que o pai morra. E o mais incrível é que esse pai humilhado por esse pedido fornece exatamente o que o filho lhe pede ao invés de discipliná-lo pois era um caso de rebeldia e insulto ao pai, como veremos em Deuteronômio 21. Em relação a heranças, no Velho Testamento existem dois casos que são dignos de nota : 1 Naquele tempo Ezequias ficou doente e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer; não se recuperará’ ”.2 Reis 20:1 Ezequias teria de fazer um testamento, geralmente oral, de seus bens pois estava em iminência de morte (o que não é o caso do pai da parábola).Em outro exemplo: 5 Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque. 6 Mas para os filhos de suas concubinas deu presentes; e, ainda em vida, enviou-os para longe de Isaque, para a terra do oriente.7 Abraão viveu cento e setenta e cinco anos. 8 Morreu em boa velhice, em idade bem avançada, e foi reunido aos seus antepassados. Gênesis 25. Nesse exemplo vemos que o fato de deixar um presente específico para um filho faz com que o mesmo seja eliminado de quaisquer direitos sobre o resto da herança. O pai sabe que o filho será tratado com hostilidade pela aldeia que ele rejeitou viver e então o pai faz uma série de atos para restaurar a dignidade do filho perdido e restaurá-lo à comunhão com a a comunidade. Possivelmente quando o pai sai para encontra-lo na estrada já é parte desse processo. Faz com que a reconciliação se torne pública já na entrada da aldeia onde costumavam ficar as pessoas importantes da comunidade e evita a disciplina de Deuteronômio de que depois discorreremos. O beijo no rosto é sinal de igualdade pois normalmente o filho beijaria seu pai na mão ou no pé. O filho responde com parte de seu discurso preparado - a parte do discurso : trata-me como um dos teus empregados’ (v.19) não aparece no v.21.Presume-de que o pai o interrompeu e assim ele não foi alijado da posição de filho. Coisas da Graça. A ordem do pai para o servos vestirem o filho assegura ao filho um respeito especial por parte dos servos que estariam esperando um indicio do pai para saberem como tratar esse filho que voltou.A melhor roupa possivelmente era a do pai usada para as grandes ocasiões. O anel sugere que ele continuava de inteira confiança da família. Os sapatos simbolizam que ele era um homem livre. A morte do bezerro cevado simboliza que a aldeia seria convidada para a esta. A primeira parte da parábola termina em Celebração. O filho mais velho O interessante é que ao chegar próximo à casa ele não entra como seria de se esperar, mas pede informações:26 Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Provavelmente ainda não sabia em que condições o irmão teria regressado (pois poderia até ter voltado mais rico que todos) e provavelmente só depois é que deve ter sido informado da realidade dos fatos, da falência do irmão. Sem saber ao certo recusa-se a entrar na casa negando dignidade à festa que se desenvolvia na mesma, pois normalmente seu papel era estar presente à mesma e verificando se todos estavam sendo bem servidos. Além de tudo ao negar-se a entrar estava desabonando a dignidade restaurada que seu pai havia restituído ao seu irmão – criava um problema com o próprio pai. Fica uma brecha entre esse filho e esse pai novamente humilhado.Esse filho entra no espirito dos fariseus, na fileira das noventa e nove ovelhas que não se perderam, que nunca desobedeceram a ordem do pastor e que não necessitavam de arrependimento (Lucas 15:4-7). Acusa o pai de favoritismo : 29 Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Um bezerro cevado é maior que um cabrito – você gosta mais dele que de mim - já viu esse filme?(Será que às vezes não fazemos o mesmo com o Pai quando vemos outros irmãos serem aparentemente mais abençoados que nós?) Ao usar a expressão esse teu filho no v.30 de certo modo o mais velho declara que não faz ou não quer fazer mais parte dessa família. Cá entre nós os valores dele eram mais baixos pois achava que alegrar-se com os amigos era mais prazeroso que ter seu irmão restituído à família. E ainda existiria a possibilidade de que esse irmão legalista desejasse que a lei fosse cumprida e que o irmão mais novo fosse morto de acordo com a Lei (não se esqueça que os fariseus eram a platéia de Jesus e devem ter pensado igual a ele) em Deuteronômio 21: 18 “Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que não obedece ao seu pai nem à sua mãe e não os escuta quando o disciplinam, 19 o pai e a mãe o levarão aos líderes da sua comunidade, à porta da cidade, 20 e dirão aos líderes: ‘Este nosso filho é obstinado e rebelde. Não nos obedece! É devasso e vive bêbado’. 21 Então todos os homens da cidade o apedrejarão até a morte. Eliminem o mal do meio de vocês. Todo o Israel saberá disso e temerá. E ficaríamos com o irmão mais novo desejando a morte do pai, pelo menos no início da estória e o irmão mais velho, legalista, provavelmente desejando a morte do irmão, achando que a Lei devesse ser cumprida.Na verdade os dois filhos estiveram ou estavam distanciados do pai , cada um do seu jeito, e os irmãos distanciados pela atitude do mais velho. Mas esse pai não dá ordem ao filho mais velho para entrar na festa,o pai declara a esse filho que tudo entre os dois era comum e somente pede que ele entre na festa e alegre-se, dignificando a família e principalmente seu irmão. Não sabemos qual foi a atitude do irmão pois a estoria termina com os rogos do pai provavelmente para os circunstantes pensarem no assunto (e nós também). Embora um derramamento especial da Graça tenha sido dado ao irmão mais novo o pai assegura ao mais velho que seus direitos estão protegidos e que a categoria que o filho mais velho se impôs de “servo” não condiz com o relacionamento que o pai lhe oferece: tudo o que é meu é seu. Os fariseus ao ouvirem a estória do filho mais velho e seu legalismo são levados a pensar: eu sou este homem. São desafiados a reagirem e aceitarem o convite de entrar na festa O mesmo pai que foi a estrada também vai ao quintal. E você, onde está? Estrada ou quintal? O Pai prefere te ver na festa.Escreva abaixo sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 13h47
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Tem festa - aqui e no céu
As parábolas da ovelha e da moeda Estas são duas parábolas em que a segunda reforça a primeira. Cenário: 1 Todos os publicanos e “pecadores” estavam se reunindo para ouvi-lo. 2 Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: “Este homem recebe pecadores e come com eles”. No Oriente um nobre pode alimentar pessoas necessitadas como sinal de generosidade , mas não come com elas. Convidar uma pessoa para a refeição e comer com ela é sinal de honra e prestígio. Pensa-de que o convidado está trazendo honra à casa onde é recebido. Comer junto é uma oferta de paz, fraternidade, significa compartilhar a própria vida. Neste caso inclusive Jesus era o anfitrião. Dessa forma quando Jesus convida para sua refeição publicanos e pecadores está cumprindo sua missão. Leia Marcos 2:19: 19 Jesus respondeu: “Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Devido à explicação sobre a importância do “comer junto” a que nos referimos vemos como Jesus era criticado por comer com esses pecadores e possivelmente até de hospedar esses homens (Lucas 15:2). Jesus não deixou que a estrutura farisaica interferisse em seu ministério e se defende contando as parábolas em que proscritos sociais – pastores e mulheres são os agentes. A parábola da ovelha perdida 3 Então Jesus lhes contou esta parábola: 4 “Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? 5 E quando a encontra, coloca-a alegremente nos ombros 6 e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. 7 Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se. Fica bem nítido como esse pastor pensa: a posse de noventa e nove ovelhas não é substituto para perda de uma. E esse pastor se alegra duas vezes: uma quando encontra a ovelha e a coloca nos ombros e outra quando reúne os amigos e vizinhos. Ele sente-se responsável atua como tal - procurou a ovelha e a trouxe nos ombros carregando o fardo – custou esforço. A comunidade também se alegra com o pastor – é bom para ela. O amor gracioso que o pastor demonstra é o que Jesus está ensinado: fariseus e publicanos pertencem a Deus que os quer ganhar de volta para Si .O amor divino se manifesta para procurar o pecador antes mesmo do arrependimento do mesmo. Leon Morris em eu comentário de Lucas, ensina (Ed Vida Nova, 3ª reimpressão- pág 224):
O grande estudioso judaico C.G.Montefiore , viu aqui uma nota distintiva e revolucionária: Deus ativamente procura os pecadores e os traz para casa. Os rabinos concordavam com a idéia de que Deus faria as boas-vindas para o pecador arrependido, Mas é ideia nova que Deus é um Deus que busca , um Deus que toma a iniciativa. A segunda parábola é a da Mulher e a Moeda Perdida 8 “Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? 9 E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. 10 Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Jesus conta a história de uma mulher que havia perdido uma moeda, provavelmente uma dracma – o equivalente a um dia de trabalho. Ela tinha uma pequena poupança de dez moedas. Quando deu pelo fato, ela não ficou a reclamar da vida, mas resolveu agir para recuperar a integridade de sua poupança. Como as casas da época tinham janelas muito pequenas , ela acendeu uma lamparina e começou a busca da moeda. Não encontrando, resolveu qualificar mais ainda seu trabalho e aplicou uma varredura na casa , literalmente. Não desistiu até encontrar a moeda. Nesse ponto, provavelmente cansada, a mulher poderia até dar o caso como encerrado, mas não. Essa pequena vitória deve ser contada a outras pessoas para que elas também possam se alegrar . Se é para que a alegria das vizinhas e amigas possa aumentar com a minha própria alegria isso não deve esperar; é coisa para hoje! E assim , reuniu seu pequeno grupo, sua koinonia. Não houve qualquer intervenção sobrenatural para que esta pobre mulher achasse a moeda que faltava. Bastou o fato de ela ser diligente e desenvolver toda uma estratégia de trabalho. Essas duas parábolas formam uma unidade em que a segunda parábola reforça a primeira. O valor relativo da coisa perdida é intensificado. Primeiro é de uma em cem (ovelhas) e agora é de uma em dez (moedas). Na primeira a ovelha é procurada em lugar amplo, o deserto. Nas segunda o que se perdeu está dentro dos limites de uma casa – a certeza de que a coisa perdida pode ser achada é maior desde que se disponha a procurá-la. Fica a certeza de que a busca do indivíduo é intensa e específica. Jesus está respondendo aos que o criticam por “comer com pecadores” fazendo ver a eles a intensidade e a pessoalidade com que Deus procura seus filhos. O perdido tem prioridade embora sejamos todos de grande importância para o Pai. E quando esse perdido é alcançado essa alegria deve ser compartilhada. Leia novamente a parábola pedindo ao Espírito que lhe faça perceber essa busca constante do Pai por você e escreva sua oração: Jorge Wilson Textos bíblicos – CD Rom NVI Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 16h54
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Uma vivência com uma parábola dentro III
A Parábola do Grande Banquete 7 Quando notou como os convidados escolhiam os lugares de honra à mesa, Jesus lhes contou esta parábola: 8 “Quando alguém o convidar para um banquete de casamento, não ocupe o lugar de honra, pois pode ser que tenha sido convidado alguém de maior honra do que você. 9 Se for assim, aquele que convidou os dois virá e lhe dirá: ‘Dê o lugar a este’. Então, humilhado, você precisará ocupar o lugar menos importante. 10 Mas quando você for convidado, ocupe o lugar menos importante, de forma que, quando vier aquele que o convidou, diga-lhe: ‘Amigo, passe para um lugar mais importante’. Então você será honrado na presença de todos os convidados. 11 Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado”.12 Então Jesus disse ao que o tinha convidado: “Quando você der um banquete ou jantar, não convide seus amigos, irmãos ou parentes, nem seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá-lo, e assim você será recompensado.13 Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos.14 Feliz será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos”.15 Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus, disse-lhe: “Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus”.16 Jesus respondeu: “Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17 Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’.18 “Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: ‘Acabei de comprar uma propriedade, e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me’.19 “Outro disse: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me’.20 “Ainda outro disse: ‘Acabo de me casar, por isso não posso ir’.21 “O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’.22 “Disse o servo: ‘O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar’.23 “Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia. 24 Eu lhes digo: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’ ”.Lucas 14 O cenário é o de um banquete ao qual Jesus foi convidado. Um dos convivas parece que se empolga com Jesus e seus ensinos e diz:“Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus”. Talvez se achasse justo ou que, próximo ao Mestre já teria ,por proximidade, garantido sua passagem para o Reino de Deus. Talvez pensasse como muitos de hoje que estamos no reino de Deus por sabermos falar o crentês, conhecermos e usarmos os clichês evangélicos ou descansarmos em uma “mãe crente que ora pela salvação de nossa alma” . Jesus resolve lhe prevenir contando uma parábola: Primeiro é necessário que saibamos que o duplo convite era uma praxe no Oriente Médio. O hospedeiro faz o primeiro convite e espera sua aceitação. A partir daí mata os animais necessários em relação ao número de convidados confirmados. O animal sendo morto precisa ser comido naquele mesmo dia e portanto os convidados que confirmaram têm a obrigação de comparecer. Mas aqui a parábola toma um rumo totalmente inesperado. Uma série de desculpas inaceitáveis começam a acontecer. Quem é que compra uma propriedade sem antes de conhecê-la, seus muros, suas fontes, cisternas, geografia, conhecer sua produção? Quem compra juntas de bois sem experimentá-las - precisa saber se determinada dupla de bois consegue arar junto? Era até costume o vendedor das juntas de bois chamar os compradores para ver o desempenho das mesmas antecipadamente. E no caso não seria uma junta só- são cinco!Os casamentos eram anunciados com antecedência e ninguém marcaria um banquete quando se soubesse que naquela data haveria um casamento, pois todos prefeririam o casamento. Portanto os convivas indignos na verdade eram da comunidade. O convite aos de fora Com tanta desculpa esfarrapada o anfitrião irou-se com razão. De certa forma ele foi insultado publicamente! Mas sua reação é Graça e não vingança. Há uma força centrifuga, evangelizadora na parábola. A salvação de Deus deve alcançar os confins da terra (Isaias 49:6) (E o que podemos aprender ?) Primeiro chama os pobres aleijados e coxo da cidade – os que Jesus atraiu e recebeu em Israel. Mas ainda há lugar: 22 “Disse o servo: ‘O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar’.(V.22) Agora os convidados são os de fora da cidade, de todos os caminhos inclusive os difíceis (valados,becos). Não eram necessariamente proscritos sociais em suas terras de origem. Isso simboliza a extensão do reino até os gentios (nós).Em Isaías 25 vemos a inclusão dos gentios no banquete de Deus. É o texto de origem ao banquete que Jesus se refere a esse texto de Lucas: 6 Neste monte o Senhor dos Exércitos preparará um farto banquete para todos os povos, um banquete de vinho envelhecido,com carnes suculentas e o melhor vinho.7 Neste monte ele destruirá o véu que envolve todos os povos, a cortina que cobre todas as nações;8 destruirá a morte para sempre. O Soberano, o Senhor, enxugará as lágrimas de todo rosto e retirará de toda a terra a zombaria do seu povo. Foi o Senhor quem o disse!9 Naquele dia dirão: “Este é o nosso Deus; nós confiamos nele, e ele nos salvou. Este é o Senhor, nós confiamos nele; exultemos e alegremo-nos, pois ele nos salvou”.Isaías 25 Em Lucas , que era gentio, há um grande interesse entre os que são de fora de Israel. Narrando o encontro dos pais de Jesus com Simeão no Evangelho de Lucas, temos:30 Pois os meus olhos já viram a tua salvação,31 que preparaste à vista de todos os povos:32 luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.Lucas 2 E em Lucas 24: 46-47, quando relata a missão dos discípulos: E lhes disse: “Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, 47 e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. No final da parábola aparece: 24 Eu lhes digo: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’ ”. Jesus, terminando essa parábola dessa forma nos deixa avisados que que “se alguem quer comer pão no Reino de Deus” deve apressar-se a aceitar o seu convite para comunhão à mesa. Nesse banquete está bem claro que não se participa à distancia – não tem quentinha nem delivery. Se eu não estiver lá para o banquete, ele não será cancelado, não vai me esperar. Kenneth Bailey em seu livro sobre as Parábolas de Lucas (Ed. Vida Nova pag 189) cita TW Manson: “Aqui Jesus não ensina uma predestinação que opera mecanicamente, que determina desde a eternidade quem será e quem não será levado ao Reino. E também não proclama que a entrada do homem no Reino é problema exclusivamente dele. Os dois pontos essenciais de Seus ensinamentos são de que nenhum homem entra no Reino sem ser convidado por Deus, e que nenhum homem pode permanecer do lado de fora, a não ser por escolha deliberada. O homem não pode salvar-se a si mesmo ; mas pode condenar-se a si mesmo... Ele (Jesus) considera a mais terrível tragédia da vida humana, não as muitas coisas erradas e insensatas que os homens fazem, ou as muitas coisa boas e sábias que não conseguem fazer, mas a sua rejeição da maior dádiva de Deus. Jesus é quem nos convida ao banquete para cumprir a profecia de Isaías 25. A parábola ainda não tem epílogo porque ainda faltam convidados a chamar – pode ser o seu caso. Pense se você ainda dá alguma desculpa para não ir. Se você ainda não se acha em condições de ir, aquelas pessoas do caminho também, mas foram – isso é que é importante. 13 Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, 14 que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória. Efésios 1 Boa meditação! Escreva abaixo sua oração Jorge Wilson Outras meditações em : http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 14h13
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Uma vivencia com uma parábola dentro II
A Parábola do Rico Insensato 13 Alguém da multidão lhe disse: “Mestre, dize a meu irmão que divida a herança comigo”. 14 Respondeu Jesus: “Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?” 15 Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. 16 Então lhes contou esta parábola: “A terra de certo homem rico produziu muito. 17 Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. 18 “Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens.19 E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. 20 “Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’21 “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”.Lucas 12 Naquele tempo se um herdeiro desejasse a partilha da herança seu desejo devia ser atendido. Ao chamar Jesus de Mestre provavelmente este homem acreditava que Jesus tivesse profundo conhecimento da Lei para administrar Justiça (Deut 21:17). Na verdade esse homem já trazia o veredito consigo e queria usar Jesus para satisfazer os seus desejos. Não foi à-toa que Jesus respondeu com uma certa aspereza:“Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?” Provavelmente este homem já tinha suas relações cortadas com o irmão e queria a total separação dele. Mas Jesus é conciliador e não separador. E Jesus adverte (v.15) que a vida é bem maior do que o acúmulo de bens pode proporcionar. Sobre isso Salomão já ensinara em Eclesiastes cap.5: 10 Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido. A parábola nos fala da riqueza que Deus dá e que não é entendida como dádiva .É a estória de um homem que já era rico e teve uma dádiva maior de bens por parte de Deus, não esperada. Essa bênção resolveu usá-la egoisticamente para garantir o seu amanhã e o depois. De acordo com Paulo o cristão deve trabalhar para não ser um peso para os outros (2 Tess 2:7-12) ,para ofertarmos (2 Cor 9) e para termos o que dar aos necessitados (Efésios 4:28).O homem da parábola era o que se chamaria hoje de mais um capitalista sem interesse social pois não cogitou beneficiar alguem com a sua prosperidade a não ser a si mesmo pois é o que o seu solilóquio (falar consigo mesmo) demonstra. O enganoso e silencioso discurso interior: 19 E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. Esse fazendeiro pensou que já conseguira garantir todas as suas necessidades e toda a satisfação possível da vida e discursa a si mesmo. Repare que ele não está falando para sua família ou amigos – simplesmente eles não aparecem na parábola pois Deus pergunta : quem ficará com o que você preparou?v.20. De certa forma ele está só no meio de suas riquezas! Veja como sua própria consciência enganou o fazendeiro assim como deve enganar os que hoje pensam assim e também ficam sozinhos. Quando esse homem morrer provavelmente seus herdeiros começarão a mesma disputa que motivou o homem a pedir a mediação legal de Jesus com o irmão no v.13. O silencio do homem rico à pergunta de Deus - quem ficará com o que você preparou?- deixa para nós o dar a resposta. Em que somos parecidos com ele? Jesus claramente deseja que tenhamos uma nova perspectiva em relação a nossas posses (dádivas de Deus, nunca esquecer). Com certeza , devia conhecer o salmo 49: 1 Ouçam isto vocês, todos os povos; escutem, todos os que vivem neste mundo, 2 gente do povo, homens importantes, ricos e pobres igualmente: 3 A minha boca falará com sabedoria; a meditação do meu coração trará entendimento.4 Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio; com a harpa exporei o meu enigma: 5 Por que deverei temer, quando vierem dias maus, quando inimigos traiçoeiros me cercarem,6 aqueles que confiam em seus bens e se gabam de suas muitas riquezas? 7 Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, 8 pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre 9 para que viva para sempre e não sofra decomposição. 10 Pois todos podem ver que os sábios morrem, como perecem o tolo e o insensato e para outros deixam os seus bens.11 Seus túmulos serão suas moradas para sempre,a suas habitações de geração em geração, ainda que tenham dado seus nomes a terras. 12 O homem, mesmo que muito importante, não vive para sempre; é como os animais, que perecem.13 Pausa][Este é o destino dos que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem. [Pausa]14 Como ovelhas, estão destinados à sepultura, e a morte lhes servirá de pastor. Pela manhã os justos triunfarão sobre eles! A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões. 15 Pausa][Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si. [Pausa]16 Não se aborreça quando alguém se enriquece e aumenta o luxo de sua casa; 17 pois nada levará consigo quando morrer; não descerá com ele o seu esplendor. 18 Embora em vida ele se parabenize: “Todos o elogiam, pois você está prosperando”, 19 ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz. 20 O homem, mesmo que muito importante, não tem entendimento; é como os animais, que perecem. Salmo 49 Com certeza dividimos nossos bens e salário com nossa família. Temos sociedades e parcerias de trabalho. Como os encaramos? Quantas vezes acho que todos têm de abrir mão a meu favor? Qual o senso de justiça que eu escolho nessas horas e até onde ele pode ir? Jesus ensina que o parâmetro é evitar a ganância: Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância(v.14). Jesus nos ensina que viver não é acumular ou consumir como um fim em si próprio mas nossos recursos e nossa prosperidade devem ser usados para nos aproximarmos de Deus e de seu Reino.
Leia um dos textos (Lucas ou Salmo) pedindo ao Espirito que te faça perceber como você está nessa área e escreva abaixo sua oração: Jorge Wilson Outras meditações em : http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
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Escrito por jwilson às 13h22
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O doutor e eu
A Parábola do Bom Samaritano 25 Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”26 “O que está escrito na Lei?”, respondeu Jesus. “Como você a lê?” 27 Ele respondeu: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”. 28 Disse Jesus: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”. 29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Em resposta, disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. 32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. 33 Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. 34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. 35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’. 36 “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: “Vá e faça o mesmo”.Lucas 10 Jesus está se ensinando e aí um “doutor da lei” resolve testá-lo:“Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?. Jesus faz duas perguntas? “O que está escrito na Lei?” . “Como você a lê?” Jesus quer tanto o texto como sua interpretação e o texto fala que temos três amores : devo amar a Deus (Trindade) ao próximo e a mim mesmo. São duas perguntas que esse doutor da lei faz: a primeira, para testar Jesus e a segunda- E quem é o meu próximo? para justificar-se. Será que quando o doutor da Lei pergunta “ E quem é o meu próximo?” já não sabia intimamente a resposta? (Às vezes estamos tão preocupados com nós mesmos que é mais fácil pensar: “Meu próximo? Será que existe mais alguém além de mim?”) Mas voltemos à parábola. Ela falava sobre compaixão (lit. sofrer com, comunidade de sentimentos) . Provavelmente ao ouvir a estória narrada por Jesus, o doutor foi questionado em como estava em relação aos seus três amores. Acho que na sua lógica ele gostaria de receber mais uma regrinha a cumprir para sentir-se bem. Quem sabe preferisse receber de Jesus uma lista de pessoas para procurar e , assim conseguir o aplauso de Jesus quando esgotasse essa lista para herdar a vida eterna – que foi o álibi que usou para iniciar a conversa. Mas Jesus decidiu que melhor que explicar sobre esses amores é contar uma parábola. E Jesus desestrutura esse homem para quem sabe, poder salvá-lo. Peço que o Espírito faça o mesmo comigo e contigo, hoje. Teria sido mais fácil para Jesus ter contado para aquela platéia que após um sacerdote e um levita terem negado ajuda, um judeu leigo, bonzinho, apareceu e socorreu o viajante – todos teriam gostado. Mas , parábolas são estórias que nos fazem perceber uma verdade e mudam nossa convicções e nossas vidas. E Jesus queria mudar aquelas vidas e as nossas também. Quando leio esse texto da parábola, os personagens me são todos familiares - me encaixo em todos eles. O viajante provavelmente sabia dos riscos mas perdeu o controle da situação . Se ficou muito ferido é porque provavelmente entrou em luta com os assaltantes e perdeu – assim como às vezes acontece comigo - quero controlar tudo sempre mas eventualmente (ou mais do que isso) algo escapa do meu controle e eu sofro. Os assaltantes se impuseram perante ele. Quantas vezes sou roubado de meus sonhos, meu $$$, minha auto-imagem, aquilo que me dá poder, que me reveste de uma 'persona” uma máscara que me dá status? E fico ferido assim como aquele viajante! O sacerdote se esquivou ao ver o ferido. O levita, ao ver isso, provavelmente achou que se alguem mais importante que ele, um sacerdote, não socorreu o homem é porque deveria ter boas razões para fazê-lo e fez o mesmo. Sacerdote e o levita não quiseram entrar em contato com o sofrimento do outro. Fazer isso é entrar em contato com seu próprio sofrimento. Teriam até algumas boas desculpas, poderiam estar se encaminhando para um ritual religioso e se contaminariam. E se os ladrões reaparecessem enquanto eles estivessem ajudando o outro? Seriam dois feridos ao invés de um. Mas, preciso admitir que ,por outro lado, às vezes eu também sou esse sacerdote e esse levita e passo ao largo dos que sofrem - “Ele precisa sofrer para aprender” disse ou pensei eu, muitas vezes. Esse meu lado levita ou sacerdote cheio de afazeres, “cheio de santidade” ,me impediu ou distraiu de cuidar tanto dos outros assim como do meu próprio lado ferido, dolorido ou mesmo aquele meu lado “samaritano” - não aceito por mim mesmo. Os samaritanos eram judeus do norte rejeitados social e religiosamente pelos judeus do sul que os acusavam de ter contaminado o Templo com ossos humanos. (E aí, outra desculpa surge: “Se eu já não sei cuidar de mim mesmo, imagine dos outros...”) Essa parábola de compaixão me faz entrar em contato com a história do outro e também com minha própria história e , para ser sincero, às vezes não quero esse contato, essa dor. Quando sou “sacerdote e levita” é porque talvez não saiba que os medos que eu sinto dos outros são projetados a partir dos meus próprios . Meu lado samaritano é aquele não aceito por mim mesmo, meu lado sombrio que escondo de mim e dos outros pois o “doutor da lei” é forte em mim mesmo. E vou colocando minha persona – imagem que uma pessoa usa quando se apresenta em público. Faço isso para poder viver. Mas assim como o samaritano da estória se abaixou, acolheu e socorreu o homem ferido, é esse meu samaritano rejeitado , “o ferido que cura”, que poderá se abaixar, acolher e compreender as dores dos outros e até as minhas próprias: Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho (elemento curador) e óleo (cicatrizante). Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele (hospedar a mim mesmo e aos outros). Leia texto de Lucas colocando-se primeiramente no lugar do doutor da Lei. Depois e vivencie os personagens da parábola . Ore antes para que o Espírito lhe faça perceber onde e como você está nesse diálogo com Jesus e nessa estrada. E depois... Seja Bom Samaritano para os outros e com você! Escreva sua oração: Jorge Wilson Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Escrito por jwilson às 15h42
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Uma vivência com uma parábola dentro
Jesus é Ungido por uma Pecadora 36 Convidado por um dos fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou-se à mesa. 37 Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. 39 Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ ”. 40 Então lhe disse Jesus: “Simão, tenho algo a lhe dizer”.“Dize, Mestre”, disse ele. 41 “Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. 42 Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. “Você julgou bem”, disse Jesus. 44 Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: “Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. 45 Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés.46 Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. 47 Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”. 48 Então Jesus disse a ela: “Seus pecados estão perdoados”. 49 Os outros convidados começaram a perguntar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50 Jesus disse à mulher: “Sua fé a salvou; vá em paz”. Jesus prega , recebe um convite de um fariseu e aceita. Para um fariseu em que o isolamento de pessoas e alimentos impuros era a regra, o dono da casa deve ter sentido desconforto ao perceber a presença daquela mulher pecadora próximo ao grupo e talvez também fosse o motivo de ela ter se aproximado por trás. Normalmente os servos ficavam atrás dos convidados e derramavam água sobre os pés dos hóspedes que geralmente deixavam suas sandálias na entrada da casa e ficavam reclinados com as pernas esticadas. Cuidar dos pés era trabalho de servo. Lembram-se de João Batista que falou:16 João respondeu a todos: “Eu os batizo com água. Mas virá alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de desamarrar as correias das suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Lucas 3:16 Omitir esse serviço de lavagem dos pés era o mesmo que dizer que o visitante era de condição social bem inferior aos da casa, fato esse observado por Jesus e compensado pela mulher que deve ter notado que Jesus também estava na presença de pessoas hostis a Ele. Jesus observou que além da falta de lavagem de seus pés, a unção com óleo também foi omitida assim como Simão, o anfitrião não dera nenhum beijo em Jesus. Omitir essas formalidades era quase um insulto. A mulher se aproxima trazendo o óleo (perfume), lava os pés de Jesus com lágrimas, os beija e ali fica a seus pés – tudo o que Simão não fizera. 37 Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Era um perfume caro e usado por uma prostituta e que normalmente era atado ao pescoço e que agora essa mulher fazendo isso como que declara que não precisa mais dele. Unge os pés de Jesus porque uma pecadora não poderia ungir um rabi na cabeça – seria uma presunção extrema. Essa mulher provavelmente ouvira Jesus proclamar o amor de Deus, sentiu-se amada e quis manifestar uma reação de gratidão ou até mesmo um desagravo ao que estaria acontecendo com o Mestre naquela casa.. O solilóquio (ato de alguém conversar consigo próprio) de Simão demonstra bem o que ele pensava de Jesus (v.39): “Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ ”. Provavelmente Simão queria testar se Jesus era profeta se Jesus adivinhasse que aquela mulher pecadora que entrara na sala era uma prostituta, daí seu pensamento: Se este homem fosse profeta... Tudo o que Simão não fez a pecadora o fizera – estava instalado um clima estranho no ambiente, uma guerra surda. Todos observavam o que Jesus (o insultado) diria ou faria. Nesse ponto e com esse clima desagradável observado por todos pois provavelmente os demais convidados foram tratados conforme a etiqueta habitual, Jesus faz uma opção amorosa e longânime e resolve contar a parábola dos dois devedores. No final, pergunta ao anfitrião: Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. “Você julgou bem”, disse Jesus. Simão percebe a lógica da parábola : o amor é uma reação à Graça! E Jesus faz Simão contemplar que a mulher fizera e o fez ver tudo o que Simão deveria ter feito e não fez . E Jesus demonstra que a mulher arrependida é a parte nobre da história enquanto Simão, por enquanto... Tudo o que Jesus falou a Simão o fez contemplando a mulher que recebeu o Seu contato visual, como está no v.44: “ Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão Vê esta mulher?” Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. 45 Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés.46 Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Essas palavras de Jesus desmoralizaram a Simão , a mulher na verdade havia compensado todas as falhas da hospitalidade daquela casa e mesmo assim continuava desprezada. Provavelmente Simão recusava-se a aceitar o arrependimento demonstrado por ela porque ele mesmo se achasse pouco pecador e pouco arrependido. O problema é que o “pouco arrependido” - o que tem baixa percepção de seus pecados - sente-se pouco perdoado, tem pouca gratidão e por conseguinte também ama pouco e o que é pior: sente-se pouco amado. Simão sentia-se com poucas dívidas e pouco necessitado da Graça. E tendo recebido pouca Graça demonstra pouco amor. Na verdade quem contamina aquela casa não é a mulher pecadora, é Simão. Finalmente Jesus declara que não foram os atos nem o esforço da mulher que a salvou – tudo era conseqüência de sua fé. Ela é misericordiosamente despedida da presença dos que a menosprezaram e é reconciliada com o Pai tendo Jesus recebido a hostilidade que seria para ela. “Sua fé a salvou; vá em paz”. Ore e leia esse texto de Lucas pedindo ajuda do Espírito para aplicá-lo à sua vida . É uma vivência com uma parábola no meio. Com certeza é para descobrirmos o Simão que está em nós. A casa é uma metáfora de nós mesmos. Como estamos recebendo Jesus nela? Como estamos recebendo os outros? Assim como Jesus confrontou Simão, permita que Ele faça o mesmo com você e diga quem você é , de quanto perdão você precisa para que você seja muito perdoado , ame bastante e o melhor : - que você seja muito amado. Escreva aqui sua oração: Jorge Wilson Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: parábolas
Escrito por jwilson às 13h20
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Cântico de Romagem XV
Meditação sobre o salmo 134 Cântico de Peregrinação. 1 Venham! Bendigam o Senhor todos vocês, servos do Senhor, vocês, que servem de noite na casa do Senhor. 2 Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o Senhor! 3 De Sião os abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra! Este salmo, últimos dos Cânticos de Romagem, é associado com a celebração noturna no Templo. Os levitas de dia e noite se ocupavam com os serviços do templo conforme determinado em Deuteronômio 10: 8 Naquela ocasião o SENHOR separou a tribo de Levi para carregar a arca da aliança do SENHOR, para estar perante o SENHOR a fim de ministrar e pronunciar bênçãos em seu nome, como se faz ainda hoje.9 É por isso que os levitas não têm nenhuma porção de terra ou herança entre os seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, conforme o SENHOR, o seu Deus, lhes prometeu.). O peregrino convida os que trabalham no Templo a que bendigam a Deus com seus cânticos de louvor e mãos levantadas para o santuário. Para os de Israel o dia começa no por-do-sol. Desta forma assim acham que começarão bem seu dia.Como resposta aos peregrinos os levitas proferem a bênção do v.3. Aquela palavra anterior de “bênção” do homem para o Senhor retorna agora de Deus para os homens no v.3. Fica patente a reverência dos levitas e sacerdotes “ao Senhor criador do céu e da terra”. E hoje? Nosso Pai continua a desejar que estejamos em comunhão com ele na linguagem da oração. Paulo, escrevendo a Timóteo, ensina ao seu discípulo: 1 Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; 2 pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3 Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, 4 que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus,6 o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo.7 Para isso fui designado pregador e apóstolo (digo-lhes a verdade, não minto.), mestre da verdadeira fé aos gentios.8 Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões. 1 Timóteo 2 Todos somos peregrinos e caminhantes como escrito em Hebreus 11: 13 Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Oro para que aprendamos a entoar esses e outros Cânticos de Romagem para suavizar nossas caminhadas e peregrinações. Comece o seu aqui: Jorge Wilson Outras meditações em:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/meditacoes.asp ou no nosso blog: http://jwilson.blog.uol.com.br Textos Bíblicos – CDROM – NVI -Concordância Exaustiva da Bíblia Sagrada.
Categoria: salmos
Escrito por jwilson às 14h37
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, CHACARA SANTO ANTONIO, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Música, Esportes
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