Os salmos e as teofanias

Teofanias são manifestações de Javé perceptíveis aos sentidos humanos. Nem sempre Javé aparecia em forma humana. Poderia também aparecer como luz, sarça, redemoinho,trovão, terremoto, fogo,vento suave e outros.

1 - Aparecem as teofanias em:

Gen 16:10 - 16.10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremodo a tua descendência, de maneira que, por numerosa, não será contada.

Gen 19:1 - 19.1 Ao anoitecer, vieram os dois anjos a Sodoma, a cuja entrada estava Ló assentado; este, quando os viu, levantou-se e, indo ao seu encontro, prostrou-se, rosto em terra.

Gen 31:11 - 31.11 E o Anjo de Deus me disse em sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui!

Exodo:3:2-4  -3.2 Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. 3.3 Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? 3.4 Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!

Êxodo 19 - 19.16 Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu.(...) 19.18 Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente.(...) 19.19 E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.

Exodo 24 - 24.9 E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 24.10 E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. 24.11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. (...)24.17 O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel.

Exodo 34 - 34.5 Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR.

Exodo 40:34 - 40.34 Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo. 40.35 Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo.

Êxodo 25:22 - 25.22 Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.(obs :cada querubim tinha 6 asas).

Deut 31;15 - 31.15 Então, o SENHOR apareceu, ali, na coluna de nuvem, a qual se deteve sobre a porta da tenda. 31.18 Esconderei, pois, certamente, o rosto naquele dia, por todo o mal que tiverem feito, por se haverem tornado a outros deuses.

2 Cron 7:1-3 - 7.1 Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. 7.2 Os sacerdotes não podiam entrar na Casa do SENHOR, porque a glória do SENHOR tinha enchido a Casa do SENHOR. .3 Todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do SENHOR sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o SENHOR, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.

Jó 38:1 - 38.1 Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:

 

2 – As Teofanias nos salmos

Os salmos eram feitos para uso nos cultos e nesses cultos havia a saudade de Javé. Se Ele se manifestasse como se manifestou no Culto da Aliança (Êxodo caps 19,24 e 34), seria a certeza de que Javé estava com sua face voltada para seu povo. Era a certeza da salvação.

Identifique o que colocamos em negrito nas referências bíblicas acima nos salmos abaixo:

Salmo 17:8 e 15 - 17.8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas, (...)17.15 Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.

Salmo 27:4 e 9  - 27.4 Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo.(...) 27.9 Não me escondas, SENHOR, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.

Salmo 31:16 - 31.16 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia.

Salmo 36:7 36.7 Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.

Salmo 42:2 - 42.2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?

Salmo 50 - 50.3 Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta.

Salmo 57:1 - 57.1 [Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando fugia de Saul, na caverna] Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.

Salmo 61:4  - 61.4 Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo.

Salmo 63:7 - 63.7 Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.

Salmo 67:1 - 67.1 [Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Salmo. Cântico] Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto;

Salmo 80 - 80.1 [Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lírios”. Testemunho de Asafe. Salmo] Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.

Salmo 88:14 - 88.14 Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto?

Salmo 91:4 - 91.4 Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo.

Salmo 102:16  - 102.16 porque o SENHOR edificou a Sião, apareceu na sua gloria.

Espero que tenha sido útil compreender algo sobre o contexto emocional dos salmos.

Jorge Wilson

 

 

 



Categoria: salmos
Escrito por jwilson às 08h45
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Teresa de Ávila - a oração e o jardim

Teresa de Ávila  - sobre um jardim e a oração

Teresa do Ávila (1515-82) teve interesse em espiritualidade logo jovem e ingressou numa ordem de freiras carmelitas em 1535.Em 1554 entendeu após experiência de conversão que vinha confiando sua espiritualidade ao seu próprio esforço ao invés de depender da Graça.Sua renovação interior trouxe também uma renovação institucional e fu8ndou o convento das carmelitas descalças. O trecho abaixo foi extraído de um de sues escritos – Vida – e publicado pela editora Vida em 2008 no livro de Allister E. McGrath – Uma introdução à Espiritualidade Cristã, o qual recomendamos a leitura.

O período inicial da vida religiosa de Teresa foi árido e ela atribuiu isto à ênfase demasiada em buscar a intimidade com Deus por seus próprios esforços. Provavelmente em suas leituras bíblicas reteve a imagem do Jardim do Éden em Genesis 2:8-10  que o Senhor deu ao homem para que cuidasse.No final, descobriu  que o Senhor prazerosamente e diariamente “andava pelo Jardim” em Gênesis 3:8.Leia agora o texto de ensino para suas noviças:

A iniciante precisa imaginar-se como alguém se preparando para fazer um jardim em solo improdutivo, cheio de mato, no qual o Senhor irá se deleitar. Sua Majestade arranca o mato substituindo-o por boas plantas. Agora, imaginemos que isso  já tenha sido feito. Uma alma que decide praticar a oração, na verdade, já começou a fazê-lo. O que precisamos agora ( como bons jardineiros) é fazer essas plantas crescerem. Precisamos regá-las com cuidado, para não secarem, mas, ao contrário,produzirem flores que exalem suave fragância para o refrigério de nosso Senhor, de modo que ele venha ao jardim com frequência para seu prazer e deleite.

Então vejamos como esse jardim deve ser regado. Isto nos fará saber o que precisamos fazer . que trabalho é necessário e quanto tempo será necessário. Parece-me que o jardim pode ser regado de quatro formas:

- Tirando água de um poço, o que é bastante trabalhoso.

- Por uma roda d’água e baldes, usando uma manivela para tirar água. Isso é menos trabalhoso e produz maior volume de água.

- Com água de um rio ou riacho, regando o solo com maior eficiência. Encharca mais o solo e, por não ser necessário regar com tanta frequência, é menos trabalhoso.

- Por meio de chuva forte, em que o Senhor rega sem nenhum esforço de nossa parte. Esse método é muito superior a todos os outros anteriormente descritos. Assim, chego ao meu ponto. Esses quatro métodos de regar o jardim precisam ser empregados para que o jardim seja fértil. Se o jardim não tiver água, ficará arruinado. Parece-me que isso pode ser usado para explicar algo sobre os quatro estágios da oração para os quais , o Senhor. Em sua bondade tem ocasionalmente me conduzido.

Jorge Wilson



Escrito por jwilson às 16h00
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Estudando os salmos

Espiritualidade e Salmos

 

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Jorge Wilson



Categoria: salmos
Escrito por jwilson às 13h10
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Espiritualidade

 

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Jorge Wilson

 



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 17h57
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Em tempos de pós-modernismo

Coloco abaixo texto do Dr. James Houston sobre espiritualidade em tempos

de pós-modernismo:

 

“O pensamento bíblico contrasta, portanto, com o pensamento desconstrutivista que

vem sendo defendido na pós-modernidade. Se somos nós que determinamos "o que

faz sentido" no texto, então só enxergaremos aquilo que queremos e nossa visão

será idólatra. (...) Como disse tão bem Stephen Moore, "hoje em dia, não são

nossos textos bíblicos que precisam de desmistificação e sem nossa maneira de lêlos".

A Regra de Fé consiste em ‘ouvir o que Deus fala’. Isso exige uma ação

comunicativa, pois somos exortados a ‘sermos não somente ouvintes da Palavra

mas também praticantes’. O propósito da leitura da Bíblia é o de nos guiar na busca

da piedade e não apenas o de nos municiar com mais informação que venha a

reforçar nossa própria visão do mundo ou status quo idólatra. Damos a essa leitura

o nome de "teológica" ou querigmática , feita dentro da profissão de fé conforme

expresso pelos autores bíblicos. Ela nos chega como uma proclamação real que

suscita a reação de súditos leais. Muitos estudiosos bíblicos do tempo de Kierkgaard

(existencialista cristão - nota do autor) e também dos nossos dias tentaram ‘explicar’

a Bíblia ao invés de ‘escutar’ e obedecer. Kierkgaard argumentaria que tal

escolasticismo leva, na prática, ao silenciamento das ordens contidas na Palavra de

Deus.(...)”

 

Kierkgaard faz diversas recomendações (para quem quiser ser leitor "fiel da Bíblia):

1. Em primeiro lugar, "fique à sós com a Palavra de Deus", isto é, não permita

que comentários interfiram na leitura do texto em si.

2. Em segundo lugar, crie um ambiente de silêncio para a Palavra de Deus. Se

não o fizermos, nos esqueceremos de que se trata da palavra de Deus ou

nos veremos incapacitados de ouvi-la por causa dos "ruídos" de nossas

próprias inclinações culturais.

3. Em terceiro lugar, considere a Bíblia como o espelho em que vemos e

respondemos àquilo que vemos de nós mesmos enquanto pecadores.

4. Em quarto lugar - essa leitura deve nos levar a um profundo sentimento de

convicção e de arrependimento pessoal e a uma atitude de contrição e

humildade na leitura da mensagem de Deus para nós, permitindo sua

internalização de forma pessoal.

5. Em quinto lugar, faça uma leitura responsiva, para obedecê-la e "praticar a

verdade".

6. Em sexto lugar, reconheça que a comunicação bíblica se faz por vias

indiretas: o próprio Jesus falou em parábolas. Desse modo, a narrativa

bíblica nos atrairá para dentro da própria história, para que participemos dela

e nos apropriemos de sua mensagem. A verdade não pode ser imposta, só

pode ser internalizada de forma pessoal.

7. Por fim, leia a Palavra com esperança, crendo que "todas as coisas" são

possíveis para Deus, para que possamos estar "abertos" para a "novidade"

de Deus.*

 

 

*Houston JM - Mentoria Espiritual - Ed. Sepal, 2003, São Paulo, pág 151-153.



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h39
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I - A necessidade da confissão do pecado 

Infelizmente, poucas igrejas na atualidade, tem em sua liturgia o momento de

confissão e com isso deixam seus membros entregues à tirania do silêncio.O salmo

32:3-5 traz a relação emocional entre doença emocional e a não-confissão.

 

“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus

constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim; e o

meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha

iniqüidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e

tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado”. Salmo 32: 3-5

 

No texto acima, enquanto Davi manteve o seu silêncio, a sua alma envelheceu,

sentiu-se cansado e gemeu com o peso de suas lembranças. Isto ocorreu não

apenas pela conseqüência de seu pecado...mas do seu silêncio.

Hoje, com a cultura das terapias, a expressão pecado virou sinônimo de doença

emocional e tenta escapar da mentoria pastoral (com tendências displicentes em

relação ao pecado) para os consultórios dos profissionais de saúde mental .

 

II - O problema do pecado

 O conceito de pecado é teológico e tem a ver com Deus e seus propósitos. É

preciso entender que pecado não é apenas um conceito que precisa ser definido

para balizar as nossas ações. Mas, é uma realidade que envolve a nossa alma,

sentimentos, deforma o nosso caráter e compromete nossos relacionamentos com

Deus e com o próximo. Pecado tem muito mais a ver com o que eu sou do que com

o que eu faço.Com freqüência, procuramos, como Davi, ignorar o nosso pecado ocultando de nós

mesmos o nosso “lado sombra”, o que não é difícil, pois “ o nosso coração é

desesperadamente corrupto...” Jeremias 17:9. Como desdobramento desse processo de querer ocultar a verdade - a nossa

verdade interior - ficamos com a nossa percepção deformada, e isto afeta a nossa

compreensão do mundo, da realidade, das pessoas ... e até de Deus!

 

III - Entendendo a confissão

A confissão é o desnudamento da alma e do coração diante de Deus e do próximo.

Ela revela o nosso verdadeiro caráter, buscando resgatar nossa verdadeira

identidade (que nunca foi oculta do Pai) e nela encontramos o caminho de volta, o

redescobrimento do sentido de pessoa, criada à imagem de Deus e deformada pelo

pecado

 

IV - Libertando-se pela confissão - Em II Coríntios 3: 17-18 temos :

 

“ Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade E todos

nós com o rosto desvendado contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,

somos transformados de glória em glória , na sua própria imagem, como pelo Senhor,

o Espírito.

 

A liberdade de podermos tirar os véus e máscaras na certeza de que o Pai nos ama

e nos aceita promove a nossa transformação. O nosso avivamento espiritual

necessita uma profunda consciência de quem somos perante Deus e o mundo, e a

certeza de apenas duas coisas: o nosso pecado e as misericórdias divinas !

É necessário que o crente se assuma como próprio agente de sua própria vida

e de sua história sem se vitimizar ou se deixar vitimizar culpando outras

pessoas especialmente familiares.Santo Agostinho em suas Confissões afirma que conhecer a Deus implica no

conhecimento de nós mesmos:

 

Diante de Deus está sempre a descoberto o abismo da consciência humana: que

poderia haver de oculto em mim para Deus, por mais que eu não quisesse dizer a

verdade? Conseguiria apenas ”ocultar Deus aos meus olhos”, mas não poderia

ocultar-me dos seus. Com as minhas confissões, fica patente que não tenho razão

alguma para estar satisfeito comigo, e por isso Deus me parece agora radiante, e me

atrai, e o amo e o desejo a ponto de esquecer-me de mim, de repelir-me a mim

mesmo para escolhê-lo só a Ele.”



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h38
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Orando em submissão

 

 

Temos aprendido a orar no nome de Jesus. Mas, o que significa isso? Se sou eu

que oro mas é Jesus que assina o que eu quero dizer com isto? Isto quer dizer que

eu desejo ser como Jesus e ter minha vida moldada por Ele – eu declaro minha

submissão na minha oração. Já pensou à respeito?

 

Jesus era inteiramente submisso ao Pai.

“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: O Filho não pode fazer nada por sua própria

conta, pois ele só faz o que vê o Pai fazer. Tudo o que o Pai faz o Filho faz também,”

(João 5:19 BLH).

 

Jesus julgava em submissão ao Pai:

“Jesus continuou a falar a eles. Ele disse: -Eu não posso fazer nada por minha própria

conta, mas julgo de acordo com o que o Pai me diz. O meu julgamento é justo porque

não procuro fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

“(João 5:30 BLH)

 

Jesus ensinava dessa forma:

“Existem muitas coisas a respeito de vocês das quais eu preciso falar e as quais eu

preciso julgar. Porém quem me enviou é verdadeiro, e eu digo ao mundo somente o

que ele me disse. Eles não entenderam que ele estava falando a respeito do Pai. Por

isso Jesus disse: -Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que "EU

SOU QUEM SOU". E saberão também que não faço nada por minha conta, mas falo

somente o que o meu Pai me ensinou.” (João 8:26-28 BLH)

 

Jesus falava em submissão ao Pai:

“Eu não tenho falado em meu próprio nome, mas o Pai, que me enviou, é quem me

ordena o que devo dizer e anunciar. E eu sei que o seu mandamento dá a vida eterna.

O que eu digo é justamente aquilo que o Pai me mandou dizer.” (João 12:49-50 BLH)

 

Fazer, julgar, ensinar e falar fazia parte da missão de Jesus e Ele é o nosso modelo

de espiritualidade. Se Ele precisava receber “o que fazer”, “o que julgar”, “o que

ensinar” e “o que falar”, nós também precisamos.

 

Observe Jesus, Ele não tem missão própria, não tem discurso próprio, não tem juízo

próprio, não tem vocação própria.

 

Assim aprendemos que quando oramos em nome de Jesus nossas orações não são

nossas próprias, mas agora são expressas do ponto de vista de Jesus em nós.




Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h33
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Espírito Santo,o companheiro necessário

Jesus avisou aos discípulos que, de agora em diante, teriam um companheiro

diferente: o Espírito Santo que os guiará em toda a verdade. Seria necessário

aprender a se comunicar com o companheiro novo. O aviso de Jesus:

 

“5 E agora vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde

vais? 6 Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. 7

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o

Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. 8 E, quando ele vier,

convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. 9 Do pecado, porque não

crêem em mim; 10 Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; 11 E do

juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12 Ainda tenho muito que vos

dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13 Mas, quando vier aquele, o Espírito de

verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá

tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. 14 Ele me glorificará, porque

há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” João 16 : 5-14

 

Imagine você convivendo com o Mestre e, de repente, Ele avisa que vai embora.

Você não consegue imaginar algo pior. E Ele ainda diz que é melhor assim:

convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós.

Aquele diálogo pessoal, presencial, com Jesus, daria agora lugar a uma linguagem

nova, perceptiva e interior comandada pelo Espírito de Deus. Paulo em Romanos

vem nos ajudar quando nos ensina que esse Espírito tem uma linguagem própria,

ele ora em nós e por nós:

 

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não

sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por

nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a

intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” Rom 8:26-27

 

E vem daí esse amor secreto, essa nossa certeza interior de nos sentirmos filhos do

Pai:

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor,

mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O

mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus“.

 

Davi, consciente desse Companheiro Divino, temeu ficar distante de Deus quando

repreendido por pecado de adultério, e orou:

 

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me

lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo .“(Salmo 51:10-

11).

O Espírito Santo é a pessoa da Trindade que torna a presença do Pai e do

Filho real para todos os que cremos.

Ensina James Houston:

“Pois na realidade do Espírito Santo nós possuímos tanto a transcendência quanto a

imanência de Deus. Em sua santidade ele é transcendentalmente “o Outro”, distinto de

nós em sua divindade. Porém em sua imanência, seu Espirito é intimamente pessoal

“mais próximo do que a respiração”. *

 

Nouwen acrescenta:

“Por Jesus, Deus dá-nos o seu divino Espírito, de maneira a podermos viver uma vida

semelhante à de Deus. O Espírito é a respiração de Deus. É a intimidade entre Jesus e seu Pai. É a divina comunhão. É o amor de Deus a atuar dentro de nós.”**

 

* HOUSTON, J - A oração .Brasília: Editora Palavra, 2009. p. 156

** NOUWEN,HJM - Mosaicos do presente. “2ª”; São Paulo: Edições Paulinas. São

Paulo. p.125

 



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h32
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Poder na oração?

 

Temos visto grande número de livros que na capa associam oração a poder (parece

até que se a palavra poder não estiver junto da palavra oração, o livro não vende).

Isto veio com a idéia de que a investida na oração tem de provocar algum resultado

prático senão : não valeu a pena.

 

Paulo realizou milagres, mas também falou que teve poder do Espírito Santo para

enfrentar tribulações com humildade, a viver contente tanto em tempos de escassez

como de fartura. Falou até de poder para suportar um “espinho na carne”.

 

Alguns veem a atuação do Espírito Santo como uma performance: línguas ,

profecias e curas. Ainda vivem dentro da cultura de que você é o que você faz, pois

até na Igreja isso existe. Jesus chamou a atenção dos discípulos de que muitos

viriam realizando sinais e curas se dizendo dele, Jesus, mas que o mesmo Jesus

diria para eles: nunca vos conheci! Jesus alertava que exibições de poder não

substituem um conhecimento intimo pessoal e piedoso com Deus. 

Em Efésios 1:3 aprendemos que todos os benefícios espirituais estão à nossa

disposição e decorrentes de nossa amizade com o Pai :

 

“1.3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,”(negrito nosso)

 

E Jesus ensina que a nossa alegria em Deus não se deve a unções, dons ou

manifestações mas em que nossos nomes estão escritos nos céus

(Lucas10:20).(negrito nosso).A evidencia da presença do Espírito Santo em nós é a grande disposição de nos

submetermos ao senhorio de Jesus Cristo. 

Precisamos reconhecer que oração é mistério, não sabemos orar e precisamos de

ajuda (Romanos 8:26-27). James Houston em seu livro A Oração cita C.H.Dodd que

diz que: orar: ...é o divino em nós apelando para o divino acima de nós. E é o

próprio Espírito Santo que nos ajuda de alguma forma a entrarmos nessa conversa.

Precisamos cuidar para que nossas orações não sejam autocentradas e ficarmos

alertas para a nossa autopiedade (será que eu não tenho o direito de...?). Por outro

lado a auto exibição pode nos colocar no caminho da reivindicação e aí quem estará

sendo glorificado será o orante (eu) e não Deus. Leia Mateus 26:39:

 

“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai,

se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como

tu queres.”

 

Na Trindade os três elementos atuam um em favor do outro e a função do Espírito

Santo não é glorificar a si mesmo, mas fazer do Pai e do Filho uma realidade

em nossa vida. Talvez alguns se exibam na oração na esperança de assim serem

mais amados, mas assim o fazendo continuam fora da Graça.

 

Se nos falta sabedoria para orar, podemos também pedir. O Espírito Santo está em

nós mas parece que não acreditamos.

 

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá

liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em

nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada

pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;

homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos. (Tiago1:5-8)

 

A amizade com o Espírito Santo movimenta nossas percepções, intuições, e às

vezes até nossos sonhos. Os nossos sentidos também podem ser utilizados na

meditação da Palavra à medida que lemos os Evangelhos; pedimos ajuda do

Espírito Santo para fazermos imersão no texto, lê-lo como se fossemos um dos

personagens da historia e deixarmos o Espírito Santo trabalhar nossa imaginação e

sentimentos. Não foi à toa que os evangelistas nos deixaram um grande numero de

vivencias e parábolas.

 

Tudo isso combinado com a nossa mente firmada na doutrina trarão maior alegria e

sã consciência para nossa caminhada com Deus.



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h30
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Obstáculos à vida de oração

.

 

Nossas feridas serão obstáculos enquanto não tivermos coragem de falar sobre elas

em nosso momento particular e depois no comunitário,Temos de nos fazer humildes

como crianças que expõem o seu problema para Jesus:

 

Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é,

porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no

meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos

tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele

que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber

uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe. Mateus 18

 

Nosso ativismo

Em nosso mundo você é o que você faz (ou ganha). Isto gera nas pessoas impulsos

violentos que geralmente trabalham contra sua vida de oração.Nossa oração deve

sempre preceder e dirigir nosso empreendedorismo.

 

Desconfiança sobre o caráter de Deus.

Muitas vezes projetamos dificuldades que tivemos com nossos pais em Deus.Por

exemplo, se nosso pai foi um ausente ou tirano, podemos achar que Deus também

o é em nossas vidas.

 

Individualismo excessivo

Frequentemente as pessoas fazem de sua vida de oração um isolamento social –

um fim em si mesmo. O ato de me retirar para orar e estar com Deus (solitude) é

necessário para que eu ouça a Deus. Porém, a solitude sempre termina na

comunidade, nos relaciona com as necessidades dos outros e nos abre para novos

relacionamentos.

Desde o Antigo Testamento Deus faz aliança com um povo e não com pessoas

isoladas: Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus (Êxodo 6:7)

 

Medo da poda

A falta de visão da Graça e do perdão oferecido pelo Pai.

 

E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se,

perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus:

Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. Sabes os

mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso

testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe. Então, ele

respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. E Jesus,

fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos

pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado

com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. Marcos

10:17-22

 

Vãs repetições

Ricardo Barbosa nos ensina:

 

“O problema das vãs repetições não está na nossa necessidade de suplicar a até

mesmo insistir por elas diante de Deus, mas no conceito falso de que é a nossa

insistência que abre os ouvidos de Deus.. Quando agimos assim, colocamos na oração

um poder que não lhe pertence. Achamos que é a repetição que torna a súplica

favorável diante de Deus e não a mediação soberana de Jesus Cristo. O povo insistiu

para ter um rei e Deus lhes deu Saul. No entanto, essa insistência levou-os a trocar o

governo justo de Deus por um governo humano limitado e frágil. A insistência fez que

rompessem as relações pessoais que haviam sido construídas pela aliança que Deus

 

tinha estabelecido para viverem uma relação institucional e impessoal com o

imperador. Quando substituímos Deus, com seu imenso amor e cuidado paterno, pela

insistência vã e repetitiva transformamos a oração em um fim e Deus apenas no meio

para alcançarmos o que a nossa vaidade busca. Deus, e somente Deus, é o motivo de

nossa oração. “*

 

 

SOUSA,RB. Janelas para a vida .Curitiba: Editora Encontro, 1999. p 171



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h28
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Desenvolvendo comunidades com base na oração e santificação

Amizades com ênfase na oração são vacina contra o individualismo excessivo. E

necessário que existam pessoas de oração e com sã doutrina para servirem de

mentores para o crescimento dessas comunidades em santificação.

 

Os Pais do Deserto, no século IV após a Igreja ser reconhecida como religião oficial

do Império Romano abandonaram as fantasia de status que uma religião oficial,

ligada ao poder e portanto não profética, poderia proporcionar e decidiram criar

comunidades no deserto onde poderiam viver um cristianismo que rendesse a

vontade do povo a Deus com a ajudada da solidão,oração e do jejum. Isso foi o

Movimento Monástico.

 

Um dos Pais do Deserto identificou e elaborou uma lista de Sete Pecados Capitais,

que são as tentações, as paixões mais básicas de um ser humano , mais passíveis

de tentar um cristão e levá-lo a pecar:

 

Gula

Luxuria -desejo por outros corpos

Ganância

Inveja

Ira

Preguiça -covardia espiritual

Orgulho ou autocongratulação

 

O conceito e a lista dos Sete Pecados Capitais não constam das Escrituras. Foram

criadas por um monge grego Evagrius do Ponto . A Bíblia fala das obras da carne

em Gálatas 5 , fala do perfil e do caráter do homem afastado e Deus em

Colossensses e Efésios.

 

A lista surgiu no século IV durante o Movimento Monástico e Cassiano, discípulo de

Evagrius, traz a lista para o Oriente no século V e o papa Gregório Magno no século

VI a colocou no Catecismo da Igreja.

 

São chamados de “capitais” porque são pecados-cabeça - são origem , fonte e

liderança - e dão origem a outros pecados:

 

Por exemplo a Ira dá origem a vingança e a Soberba dá origem a vaidade.

 

Olhar essa lista de Pecados Capitais vem nos ajudar a perceber que tipo de gente

estamos nos tornando; é como se fosse um gabarito com o qual nos comparamos .

 

Isto vem na contramão de nossa cultura que não considera o problema do pecado.

A oração vem guerrear contra todas essas tentações. Jesus disse em Marcos

14:35-39:

 

“E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe

fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este

cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres. Voltando, achou-os

dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto,

mas a carne é fraca. Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras.”

 

Também Pedro ensina em 2 Pedro 1:1-8:

Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé

igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, graça e paz vos

sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. Visto

como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à

vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua

própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui

grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina,

livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós,

reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o

conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a

perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a

fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando,

fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de

nosso Senhor Jesus Cristo.



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h26
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A quietude

O silêncio perante Deus melhora nossa oração.Estar quieto e em silencio antes de

nossa oração significa rejeitar toda e qualquer invasão que possa atrapalhar ou

interromper o nosso estar com Deus.

 

Salmo 62:1 - Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha

salvação.

Salmo 46:10 - Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.

 

Nossos ruídos interiores

 

Em nossa sociedade "faladeira" o silêncio se tornou algo constrangedor. Se o pastor

pedir numa celebração: "Façamos silêncio por alguns momentos", as pessoas se

inquietam e perguntam a si mesmas: "Quando isso vai acabar?".

 

Tudo isso acaba nos distraindo daquilo que o Pai quer nos revelar. O acontecimento

real é que o Pai nos fala e nos comunica o Seu amor...Mas nós nos distraímos.

O silêncio do cristão não é igual a solidão. É estar com o Pai e receber a Sua

revelação. A leitura meditativa da Bíblia cria o espaço interior onde possamos ouvir

o Pai. No aconselhamento, é importante que o pastor e o aconselhando entrem no

amorável silêncio do Pai e ali esperem pela palavra que cura. É preciso perceber os

movimentos do Espírito, conselheiro divino, e seguir esses movimentos sem medo.

Como intercessores nossa tarefa é o contrário da distração. É ajudar as pessoas a

se concentrarem no acontecimento real, mas muitas vezes oculto, da presença de

Deus em suas vidas.

 

Torna-se absolutamente necessário que os ministérios cuidem em não manter seus

membros tão atarefados que não possam mais ouvir o Deus que fala no silêncio.

O propósito de todo ministério é revelar que Deus não é um Deus de medo, mas um

Deus de amor. Os ministérios ensinarão isso quando levarem seus cooperadores à

capela de oração.

 

Vivemos na compulsão da pressa, do corre-corre. Provavelmente é assim que você

se sente hoje: conseguiu encaixar esta leitura em uma agenda apertada e talvez

esteja preocupado acabar logo para preparar “a agenda de amanhã ou da próxima

semana...”.

 

Loucura? Mas é assim!

 

Certamente gastamos muito mais energia (e tempo) do que deveríamos porque em

nosso dia de 24 horas não conseguimos dedicar o tempo necessário à intimidade

com o Pai e receber a Sua direção em nossa vida.

Nesta questão da busca da intimidade com o Pai, somos todos amadores. Falando

nisso, fique tranqüilo - o Pai gosta de amadores – o que Ele não gosta é de gente

“religiosa” (deram muito trabalho para Jesus e sem proveito algum). O Pai nos

ensina a viver um dia de cada vez e nesta leitura vamos reconhecê-Lo junto a nós.

 

Se não na teoria, na prática vivemos como se tivéssemos um Deus impessoal – algo

tipo Internet, um provedor à distância (estamos em 2011), literalmente. Utilizamo-nos

dele quando precisamos e temos o poder de pedir a “desconexão” quando

satisfeitos



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h20
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A quietude (1)

Mas, a Bíblia faz referência a um Deus que sente tristeza, que é pessoal

que quer se relacionar, falar, conversar conosco. Só que um bom relacionamento

pressupõe intimidade, conversa, tempo – todos nós sabemos disso. Quando

tentamos nos comunicar, sem intimidade com o Pai, incorremos na tragédia

humana, qual seja: dizer a Deus quem Ele é e o que Ele deve fazer! Ao invés de

esperar as Suas boas respostas e sermos surpreendidos por Ele e pelo Seu amor,

queremos controlá-Lo para assim garantir a qualidade da resposta.

 

Só que Ele é o Criador e nós, as criaturas!

 

Nesse conhecimento do Pai eu sempre vou me surpreender. Nunca vou saber quem

Deus é. Em Êxodo 33:17-23 Ele se dá a conhecer a Moisés pelas costas, pois

ninguém conseguiria ver a face do Senhor e sair vivo do encontro. Todo o nosso

conhecimento é parcial e limitado - precisamos ter humildade, qualquer que tenha

sido a nossa experiência com Ele. Minha segurança nesse Pai não é pelo que eu

conheço dEle, mas é afetiva! Eu não duvido do seu amor por mim! Esta é a

chave do relacionamento. Muitas vezes achamos que sabemos tudo sobre Deus

como se fôssemos donos dEle, seus criadores. (Essa, aliás, foi a tragédia dos

fariseus: achavam que sabiam tudo sobre Deus, e quando surge um Deus “que não

se encaixa...” não admitem, não aceitam Jesus!). Este é o problema da religião!

Precisamos diariamente conhecer e desfrutar do amor do Pai, um dos seus atributos

mais marcantes. Esse conhecimento é profundo, pois toca o coração, faz vínculos e

estreita o relacionamento dEle conosco. Esse relacionamento afetivo, essa

experiência com o Seu amor é o eixo central da nossa caminhada na vida cristã. Só

assim vou pensar o que Ele pensa e desejar o que ele deseja. Posso até ter tido

experiências pentecostais, mas não ter uma experiência profunda com o amor de

Deus.

O relacionamento de hoje não acumula para amanhã, pois amanhã é outro dia – e

você terá de buscá-Lo novamente.

 

É importante exercitar nossa alma em dois movimentos:

1 - da ação à contemplação – como eu consigo aquietar minha alma e me apresento

como um filho que retorna ao Pai.

2 - da contemplação à ação – como posso caminhar sob a partir de direção do Pai

, a partir de um encontro com Ele.

 

Quando eu contemplo o Pai, eu O adoro silenciosamente em meu coração. Eu

entendo o que Paulo nos ensina em Romanos 8:16: “O Espírito testifica com o

nosso espírito que somos filhos de Deus”. Quem é filho, sabe que é.

Engraçado, porque nem sempre nós nos sentimos assim – filhos?

Para isso, precisamos contemplá-Lo!

 

Como fazer esse caminho?

 

É neste confronto com o Pai e na percepção do significado de Suas respostas que

eu sigo descobrindo dia-a-dia a minha verdadeira identidade e consigo direção para

a minha caminhada.

 

Durante esse período, preste atenção em tudo o que o Espírito lhe fizer perceber.

George MacDonald diz que “as minhas orações não fluem do homem que eu sou,

pois meu coração pode me enganar, mas as respostas do Pai vêem para o homem

que eu realmente devo ser”.



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h19
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A quietude (2)

pois meu coração pode me enganar, mas as respostas do Pai vêem para o homem

que eu realmente devo ser”.

 

 Procure “estar presente”, ou seja, desligue-se de problemas que ficaram no

escritório, em casa, etc... Feche os olhos por alguns minutos (10 a 15). No início

parecerá difícil, mas depois você vai se acostumar. Deixe as idéias irem e virem,

quaisquer que sejam. Quando sua mente e coração se acalmarem, faça a leitura do

texto escolhido, pois na meditação cristã coração e mente funcionam juntos!

Além de nos aquietarmos, ficaremos em solitude. “Solitude” vem da palavra solus,

que significa estar só. A grande verdade é que produzimos muito barulho na nossa

alma e por isso não conseguimos ouvir a voz de um Pai que fala. Também vivemos

na ilusão de controlar nosso próprio destino e criamos uma identidade enganosa

respeito de nós mesmos. A verdade é que:

·  não somos quem nós nos sabemos ser, mas quem Deus sabe que somos.

·  não somos o que podemos adquirir e conquistar, mas o que recebemos.

·  não somos o dinheiro que ganhamos, os amigos que fazemos ou os

resultados que conseguimos.

·  Somos antes quem Deus nos fez em seu infinito amor.

E é daí que vem a nossa dignidade.

 

A solitude envolve oração, leitura espiritual e estar a sós com o Pai. Tudo isso visa

desenvolver uma consciência da voz do Pai em nossos corações .

Você pode perguntar: - O que faço em minha solitude?

A resposta é: nada. Apenas esteja presente para Ele que deseja a sua atenção e

escute!

 

É nessa presença “inútil” diante de Deus que podemos morrer gradualmente para

nossas ilusões de poder e controle e dar ouvidos à voz de amor escondida no centro

de nosso ser, e deixarmo-nos ler por Ele! É quando conseguimos ver nosso próprio

eu pecador num espelho tranquilo e confessar que também somos promotores de

guerras é que poderemos estar prontos para começar a caminhar humildemente na

estrada para a paz.

 

O apóstolo Paulo tinha um propósito na vida:

 

“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento

de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero

como refugo, para ganhar a Cristo 3.9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que

procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus,

baseada na fé; 3.10 para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão

dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;

3.11 para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”.(Colossensses

3:8-11)

É nesse encontro que o Pai nos revela quem realmente somos!”



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h18
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As Parábolas

No segundo ano de seu ministério, aparentemente, Jesus dá uma guinada no seu

tipo de preleção. Seus discípulos ficam confusos:

“10 Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: “Por que falas ao povo por

parábolas?”

11 Ele respondeu: “A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos

céus, mas a eles não. 12 A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade.

De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. 13 Por essa razão eu lhes falo por

parábolas: “ ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem.14

Neles se cumpre a profecia de Isaías: “ ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês

nunca entenderão;ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão.15 Pois o

coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus

ouvidos,e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos,

ouvir com os ouvidos,entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’.16 Mas,

felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque

ouvem. 17 Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que

vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não

ouviram.” (Mateus 13) negrito nosso

 

Parábola vem do grego para = ao longo e de bola = atirar. São estórias baseadas

em fatos do cotidiano com o objetivo de ilustrar ou aclarar uma verdade. As

parábolas não eram uma novidade ,elas aparecem no VelhoTestamento em 2

Samuel 12:1-4 e Isaías 5:1-10.

 

Perguntado acerca da sua mudança de método, Jesus a atribui a um endurecimento

do coração e mentes de seus ouvintes. A tensão contra Jesus chegara a um nível

muito forte segundo Mateus cap. 12. Os mestres e fariseus “batiam forte” em Jesus

e, constantemente, atrapalhavam a pregação do evangelho por Jesus e, o pior de

tudo, nada aprendiam!

 

O propósito das parábolas era revelar as verdades ocultas do reino de Deus, mas

não a todos. Ao coração desejoso de aprender sobre as verdades desse Reino,

estas estórias trabalhariam em sua imaginação e trariam mais luz interior. Por outro

lado, aos de coração duro quase nada acrescentariam – seria uma estorinha de

fundo moral!

 

As parábolas são retóricas, fazem trabalhar a imaginação das pessoas fazendo-as

compreender as novas verdades que o Espírito quer trazer às suas vidas. O ouvinte

e leitor, percebendo a comparação entre a estória e sua própria situação individual é

estimulado a pensar e sentir coisas novas, identificando a verdade principal que a

parábola ilustra, com a ajuda do Espírito Santo. Geralmente são simples, com

personagens bem caracterizados,emoções contidas, alternando linguagem direta

com solilóquio (falar consigo mesmo), cenas do cotidiano judaico e o mais

importante fica para o final da narrativa: cada estória convida o ouvinte a emitir uma

conclusão para si mesmo.



Categoria: Introdução à Espiritualidade
Escrito por jwilson às 14h16
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